Obras em estradas de MG atingidas pelas chuvas poderão se estender por um ano

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte (MG)

Por causa das chuvas, sete pontos de estradas em Minas Gerais sob responsabilidade do DER-MG (Departamento de Estradas de Rodagens de Minas Gerais) estão interditados e 82 apresentam algum tipo de retenção ao fluxo de veículos. Em alguns casos, a complexidade da recuperação de alguns estragos poderá estender o prazo das obras em 12 meses. Até o momento, 32 pontes foram destruídas e 23 ficaram danificadas no Estado.

De acordo com Luiz Alberto Dias Mendes, diretor de operações do DER, a magnitude do estrago é que condiciona o tempo de resposta do órgão. "Depende do tamanho da ponte. Eu não consigo fazer uma ponte de 100 metros de extensão em três ou quatro meses, isso é impossível de fazer", disse.

Em BH, cratera no asfalto

  • Alex de Jesus/O Tempo/AE

    Funcionários da prefeitura em obras de recuperação da parte interna da parede de concreto ao lado do rio Arrudas



Na avaliação do diretor, normalmente, as quedas de barreiras nas estradas são resolvidas com mais rapidez. "Em alguns casos dá para resolver de imediato. A gente entra com a equipe e começa a sanar a situação. Outros casos requerem um estudo mais apurado. Os problemas maiores normalmente dependem de um estudo de sondagem ou de topografia", explicou.

Ele disse que o órgão conta com R$ 30 milhões de fundo emergencial para a desobstrução dos locais mais críticos. Segundo Mendes, não há como prever se o dinheiro será suficiente para a remontagem de trechos viários e qual o prazo para a conclusão das obras.

"O caso não é estático. A cada dia é um novo problema que surge, então nós estamos atacando à medida que os problemas vão acontecendo. A diversidade (de problemas) é muito grande. Existem casos como quedas de barreiras, pontes destruídas ou danificadas, além de buracos causados pelas chuvas", disse.

Ainda conforme o diretor, o procedimento legal a ser respeitado também retarda a imediata ação do órgão. "Vou te dar um exemplo. Em Pouso Alto, no Sul de Minas, houve a queda de uma ponte, há mais tempo, e nós tivemos que fazer o projeto, licitar esse projeto, depois licitar a obra, e agora que a obra está em andamento", contou.

Nos sete pontos interditados nas rodovias do Estado, o diretor não soube precisar o prazo de conclusão dos reparos, mas garantiu que os mesmos serão feitos.

Mendes alerta o motorista para estradas que requerem mais atenção no Estado. "Na Zona da Mata, as (rodovias das) cidades de Ponte Nova, Ubá, Manhumirim e Juiz de Fora foram muito atingidas. Também na região Metropolitana de Belo Horizonte, surgiram problemas após o Ano-Novo. Essas são as regiões que mais trouxeram problemas para nós", listou.

O DER, segundo informou Mendes, mantém informações atualizadas sobre a condição de rodovias no Estado. O motorista pode acessar o site www.der.mg.gov.br - clicar no link "situação da malha rodoviária" e tomar conhecimento de trechos com avarias.

Cratera em BH
A obra de recuperação da cratera que se abriu na avenida Tereza Cristina, no bairro Carlos Prates, em Belo Horizonte, deverá demorar cerca de 30 dias, informou a Sudecap (Superintendência de Desenvolvimento da Capital). O local foi um dos mais atingidos pelo temporal do Réveillon, que matou quatro pessoas, deixou uma desaparecida e causou prejuízo a centenas de famílias que moram no entorno da avenida.

O trecho está intransitável e uma empresa foi contratada em caráter emergencial para fazer os reparos. Desde sábado passado, funcionários iniciaram os trabalhos de recuperação da via que, em dias úteis, recebe cerca de 40 mil veículos. Após o fim das férias de janeiro, há previsão de aumento de congestionamentos no já saturado trânsito do local.

No trecho interditado, os desvios foram sinalizados, mas como são ruas afuniladas e projetadas para tráfego local, os motoristas enfrentam trânsito lento na região.

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