Prefeitura inicia "choque de ordem" no Rio de Janeiro

Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro (RJ)

O estádio do Maracanã, na zona norte do Rio, foi o local escolhido pelo prefeito Eduardo Paes para o início da Operação Choque de Ordem, hoje (5) de manhã.

Com o objetivo de combater a desordem urbana, diversas ações foram desencadeadas em diferentes bairros e contaram com 2.500 funcionários de dez órgãos da prefeitura, em parceria com o governo do Estado. A prioridade do primeiro dia foi o combate aos ambulantes informais, transporte pirata, construções irregulares, população de rua, publicidade não autorizada, desrespeito no trânsito e desordem nas praias.

O secretário especial de Ordem Pública, Rodrigo Betlem, responsável pela iniciativa, disse que a prefeitura não fará milagres, mas que será intransigente com a informalidade e a ilegalidade.

"Nós vamos estar na rua permanentemente, atuando de forma extensiva para viabilizar a cidade do Rio de Janeiro. Sem ordem não dá. É impossível viver em uma cidade em que as leis não são respeitadas".

Ele informou que o horário de trabalho da Guarda Municipal será estendido das 18h para as 21h e que os moradores de rua terão a opção de ir para um abrigo da prefeitura ou de circular. "Só não podem ocupar o espaço público e prejudicar os outros cidadãos".

No centro da cidade, foram apreendidos ônibus piratas e veículos sem vistoria do Detran. Na orla, os alvos foram os ambulantes irregulares que ocupam as calçadas. A Tijuca, zona oeste da cidade, contou com 120 homens fiscalizando as principais ruas do bairro e estava livre de camelôs. No entanto, poucas horas depois do início da operação, a poucos metros de um grupo da guarda municipal, moradores de rua dormiam na calçada da Praça Saens Peña, centro comercial do bairro, e guardadores de carro atuavam irregularmente nas ruas transversais.

Moradora do bairro, Diva Leão não estava sabendo da operação e não notou diferença nas ruas ao sair de casa, mas afirmou que melhorias na cidade são sempre bem-vindas. Já o pipoqueiro Antônio Jorge, de 80 anos, recebeu a notícia com ceticismo: "Eu era garoto e já ouvia essa história de acabar com camelô, com jogo de bicho. Vou morrer e eles continuam dizendo que vão acabar com isso".

Amanhã (6), as ações se concentrarão no centro da cidade para coibir o comércio ilegal de ambulantes.

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