Chuva causou estragos "muito grandes" em rodovias do Rio, avalia Dnit

Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro (RJ)

O dia amanheceu com tempo seco em boa parte dos municípios fluminenses, mas ainda assim muitos trechos de rodovias que cortam o Estado do Rio de Janeiro permanecem em condições ruins ou sem trafegabilidade.

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De acordo com o superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) no Rio de Janeiro, Rodrigo Costa, os estragos causados pelas chuvas são "muito grandes". O trecho da BR-356 que vai do km 99 até o 136, passando pelos municípios de Cardoso Moreira, Italva, Itaperuna e chegando próximo a Campos dos Goytacazes, continua submerso em conseqüência da enchente do rio Muriaé. Essa rodovia é a que apresenta a situação mais crítica no Estado.

"Apesar da melhora no tempo, a situação da BR-356, que passa pelo norte fluminense, é a mesma de ontem. Praticamente todo o trecho está danificado, com parte do acostamento e do asfalto perdidos e buracos enormes", afirmou Costa.

Segundo o superintendente do Dnit no Rio, algumas obras em rodovias que estavam sendo realizadas no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) também precisaram ser interrompidas.

Ele informou que as obras de duplicação e ampliação de cerca de 26 quilômetros na BR-101, no trecho que vai de Santa Cruz, na zona oeste da capital, até Mangaratiba, município do sul do Estado, foram suspensas. Os serviços de tapa-buracos também precisaram ser interrompidos.

"Somente quando as águas baixarem teremos condição de realizar uma vistoria para avaliar a situação e ver o que será necessário fazer", ressaltou ele, destacando que estão sendo feitas apenas obras emergenciais.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Rio informou que também está monitorando as rodovias fluminenses. O presidente do órgão, Henrique Alberto Santos, sobrevoa hoje (7) a região para verificar as condições. O DER deve divulgar um balanço da situação nesta tarde.

Os rios Muriaé, Carangola, Pombas e Paraíba do Sul, que cortam o norte e o noroeste do Rio, continuam com nível muito acima do normal, segundo um novo balanço divulgado de manhã pela Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil (Sedesc). Diversos bairros nos municípios de Natividade, Porciúncula, Itaperuna, Miracema e Bom Jesus de Itabapoana permanecem inundados.

Hoje a cidade em situação mais crítica é Porciúncula, que está praticamente ilhada, segundo o balanço. O tráfego está suspenso nas três vias de acesso ao município, que estão submersas.

De acordo com a Defesa Civil, apenas veículos especiais, de grande porte e com tração integral nas quatro rodas, conseguem acesso à cidade por terra. Pelo menos 300 pessoas estão desabrigadas e 3.000 estão desalojadas no município, que também teve o abastecimento de água tratada suspenso.

Para minimizar os impactos, o governo estadual enviou pela manhã 40 mil litros de água mineral, 2 toneladas de alimentos e colchões para atender às vítimas do município. Para Italva foram enviadas, também hoje, 100 cestas básicas e 50 colchonetes. O município contabiliza 1.500 desalojados. Já para Natividade foram encaminhadas 100 cestas básicas.

Ainda de acordo com o último balanço, 32,5 mil pessoas estão desalojadas em todo o Rio e 2.600, desalojadas. Doze municípios estão, desde a semana passada, em situação de emergência e um, Cardoso Moreira, em estado de calamidade pública.

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