Não houve estampido antes de invasão do Gate no caso Eloá, diz promotor

Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias
Em Santo André (SP)

Atualizada às 9h29

O promotor Antônio Nobre Folgado, responsável pelo caso da menina Eloá Pimentel, sequestrada e morta a tiros pelo ex-namorado Lindemberg Alves em Santo André, afirmou nesta quinta-feira que a perícia concluiu que não houve o estampido que teria provocado a invasão do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar).
 

Lindemberg teve intenção de matar, diz promotor

"Lindemberg se abrigou depois da explosão do Gate para proteger sua própria vida e, além de não se entregar, já abrigado, efetuou os disparos, disto não resta a menor dúvida", declarou o promotor na chegada ao Fórum de Santo André, onde ocorre a primeira audiência do caso.

A conclusão contraria a hipótese de que o rapaz teria atirado em Eloá ao se assustar com um estampido que precedeu a invasão do apartamento pelo Gate. Como Lindemberg teve tempo de abrigar antes de efetuar os disparos, Folgado afirma que, na prática, "a existência deste estampido pouco faz diferença para sua condenação".

O promotor Folgado também disse que todos os dados sobre a reconstituição do crime foram finalizados ontem, e sua conclusão foi feita a partir desses resultados. Folgado ressaltou que Lindemberg pode escolher não apresentar sua versão e permanecer em silêncio, o que não o prejudicará.
 

Audiência
A primeira testemunha a depor na audiência é a amiga de Eloá, Nayara Rodrigues, que também esteve em poder de Lindemberg e foi ferida durante o sequestro. A pedido da adolescente, Lindemberg não está presente durante seu depoimento, que começou às 9h20.

Na audiência, serão ouvidas testemunhas arroladas no processo a que Lindemberg responde por crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado, e disparo de arma de fogo. São dez testemunhas de defesa e cinco de acusação, entre estas, Nayara.
 

Lindemberg entrou para matar Eloá, diz Nayara

O depoimento de Nayara, começou às 9h20 e terminou as 11h, no Fórum de Santo André, onde testemunhas de defesa e acusação prestam esclarecimentos sobre o crime.


Por último, deve ser ouvido Lindemberg, que chegou ao fórum às 8h20. A advogada do acusado afirmou que só dará declarações ao final da sessão.

Se os depoimentos forem finalizados ainda nesta quinta, o juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da Vara do Júri de Santo André, pode decidir hoje se Lindemberg irá a júri popular.

José Beraldo, advogado do pai da Eloá, Everaldo Pereira dos Santos, também presente no Fórum, afirmou que ele está depressivo e emagreceu bastante por causa da perda da filha. Ele está foragido e é procurado pela polícia do Alagoas por suspeita de assassinato. Beraldo afirmou que, se sua segurança for garantida, ele pode aparecer na audiência.

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