Advogado diz que Hosmany não vai se entregar e sai do caso

Rosanne D'Agostino*
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O advogado Marco Antônio Arantes de Paiva, que defende o ex-cirurgião plástico Hosmany Ramos, afirmou nesta quarta (14) que seu cliente não irá mais se entregar à polícia nesta sexta, como havia anunciado no início da semana. Sentindo-se prejudicado com o comportamento do réu, o defensor apresentou renúncia formal do caso. "Ele está desorientando a defesa", disse.
  • 01.jan.2009 - Henrique Manreza/Folha Imagem

    Após receber direito à saída temporária no final do ano, o ex-cirurgião plástico deveria ter retornado ao presídio no dia 2 de janeiro



Hosmany foi considerado foragido da Justiça depois de não retornar da saída temporária de Natal. Hosmany deveria ter retornado ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Valparaíso (a 577 quilômetros de São Paulo) no dia 2 de janeiro, para voltar a cumprir pena.

No início da semana, o advogado havia adiantado que Hosmany se entregaria até esta sexta e que concederia uma entrevista coletiva. Em contato realizado na manhã de hoje, no entanto, Hosmany teria dito ao advogado que prefere se entregar à Corte Interamericana. "Esse tipo de comportamento por parte do cliente mancha a imagem da advocacia", afirmou Paiva. "O advogado espera que seu cliente obedeça as orientações, mas não é isso o que está acontecendo nesse caso", completou.

Após não retornar à prisão, Hosmany manifestou a intenção de reunir-se com os juízes da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Valparaíso. A audiência serviria, segundo o advogado, para seu cliente explicar os motivos pelos quais não retornou ao sistema penitenciário na data prevista. Mas os juízes disseram que ele não seria recebido.

Hosmany não voltou ao Presídio de Valparaíso alegando que seus direitos foram desrespeitados e que não há trabalho naquela unidade. O advogado disse ainda que Hosmany pediu transferência para uma prisão de São Paulo, onde teria emprego fixo na editora que publica seus livros, mas o pedido foi negado pela Secretaria de Administração.

Preso em novembro de 1981, Hosmany foi condenado a 53 anos de prisão pelo assassinato de dois cúmplices - o piloto Joel Avon e o estelionatário Firmiano Angel -, por roubo de aviões e contrabando de carros importados. Era, então, um cirurgião plástico bem-sucedido, assistente de Ivo Pitanguy.

*Com informações da Agência Estado

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