Estado vai construir bacia para evitar novas enchentes em Paraty

Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro (RJ)

O governo do Rio de Janeiro anunciou hoje (15) a criação de uma bacia de contenção de cheias em Paraty, para evitar que o rio Perequê-Açu, principal rio da região, transborde. Os responsáveis pela área do meio ambiente no Estado anunciaram também outras medidas para minimizar os danos causados pela enchente do último fim de semana no município, no sul fluminense.

Segundo o diretor de Recuperação Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria Estadual do Ambiente, Carlos Abenza, o projeto da bacia de contenção de cheias será implementado em parceria com a prefeitura de Paraty. Com a chuva do último sábado (10), o nível do Perequê-Açu subiu oito metros, alagando 12 bairros que ficam à sua margem. Abenza sobrevoou ontem (14) o município para verificar a situação.

Ele explicou que a bacia de contenção terá duas funções: a primeira é servir de depósito para a areia em casos de chuva. "Os sedimentos que hoje vão direto para a saída do canal do rio Perequê-Açu [provocando transbordamento] ficariam retidos ali. Além disso, ela [bacia] serviria como um pulmão em caso de cheia do rio. Parte da água alagaria a bacia esperando o fim do efeito das chuvas. É uma medida que não resolve, mas minimiza bastante o efeito das chuvas."

Abenza disse que a prefeitura de Paraty já desenvolveu os estudos necessários à implementação do projeto. As autoridades vão se reunir agora para definir o volume de recursos necessários e a forma de captação. O representante do Inea estima que isso esteja definido em três ou quatro meses.

Ele também informou que, em caráter emergencial, estão sendo enviadas para a cidade três escavadeiras que vão retirar a terra que deslizou das encostas para dentro do rio Perequê-Açu.

Em Paraty, cerca de 20 mil pessoas continuam sem água potável. Ontem, técnicos da Defesa Civil e funcionários da prefeitura esperavam concluir o reparo da rede de abastecimento, mas um teste realizado no fim da tarde não teve sucesso. Os trabalhos continuam no local.

Além disso, a rodovia RJ-165, que liga Paraty à cidade vizinha de Cunha, permanece intransitável por causa da queda de barreiras. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), técnicos do órgão trabalham na remoção da terra, principalmente no trecho que inclui os 11 quilômetros iniciais. O objetivo é liberar o acesso da equipe técnica do DER para o restante da RJ-165, que ficou totalmente destruído. A previsão é de que os serviços iniciais sejam concluídos em três dias. Segundo o DER, será preciso reconstruir 22 quilômetros da rodovia. O trabalho deve levar 12 meses para ser concluído.

A RJ-165 é uma estrada ecológica que atravessa o Parque Nacional da Serra da Bocaina, tendo um trecho de oito quilômetros não-asfaltado para evitar impactos ambientais, conforme regulamentação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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