Barra da Tijuca, no Rio, registra mais de 300 resgates no mar durante o feriado

Da Agência JB
No Rio de Janeiro

O último dia do feriado prolongado registrou um número impressionante de resgates nas praias da Barra e Recreio, no Rio de Janeiro. Segundo o Grupamento Marítimo da Barra (2º G-Mar), somente hoje foram registrados 328 resgates e 119 crianças perdidas no trecho localizado entre o Quebra-Mar e o fim do Recreio.

De acordo com o comandante do 2º G-Mar, coronel Ricardo Nunes, as repentinas sequências de ondas fortes e a grande quantidade de banhistas ocasionaram o número elevado. O balanço de ocorrências durante os quatro dias foi de 433 salvamentos e 191 menores perdidos. Apesar de alguns casos graves, nenhum afogamento foi registrado.

Após o resgate, as vítimas com quadro mais delicado foram levadas para os hospitais Lourenço Jorge, na Barra, e Miguel Couto, na Gávea. "Foi uma combinação explosiva. Sol forte, feriado e mar traiçoeiro. Apenas uma das nossas lanchas fez mais de 100 salvamentos na Barra. O mar estava aparentemente calmo, com ondas de um metro. Repentinamente surgiam séries com ondas maiores. No recuo da espuma, o grande volume de água arrastava as pessoas para fora da arrebentação", explicou Ricardo Nunes. "Desde o início da manhã, colocamos três embarcações no mar, distribuímos 120 guarda-vidas pelos postos de salvamento espalhados pela Barra até Guaratiba e botamos seis ambulâncias de prontidão".

Um helicóptero Águia também foi utilizado no socorro das vítimas. Segundo revelou o comandante do 2º G-Mar, o horário crítico de ocorrências foi entre 10h e 15h. Ele fez questão de frisar o apoio da Capitania dos Portos, que esteve presente na praia da Barra. "Foi fundamental para que o número de vítimas não fosse ainda maior. A presença das embarcações da Capitania inibiu a presença de jet skis que ultrapassam constantemente a linha da arrebentação para fazer manobras arriscadas", disse Ricardo Nunes. "O equipamento, quando desgovernado, pode atingir crianças e adultos que estão na beira da praia".

O coronel alertou que, caso faça sol, o alto número de salvamentos no mar deve se repetir nos próximos fins de semana na Barra. O desconhecimento das condições do mar e a displicência por parte dos banhistas aumentam o trabalho dos bombeiros.

O banhista Marcelo de Souza, de 20 anos, aguardava preocupado o resgate do primo Igor, de 21. "Avisei para ele não abusar. Disse que sabia nadar. Após um sequência de ondas grandes ele foi puxado para fora da arrebentação. Entrar no mar como o de hoje parece fácil, mas sair sozinho é um problema", disse.

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