Depoimentos não esclarecem se desabamento da Renascer foi por problemas estruturais

Da Agência Brasil
Em São Paulo (SP)

As dez pessoas que já foram ouvidas pela Polícia Civil de São Paulo, no inquérito que apura as causas do desabamento do teto da igreja Renascer, não trouxeram à investigação informações que indicassem problemas estruturais no prédio utilizado como templo. As pessoas ouvidas estavam na igreja na hora do acidente. "Por ora, os depoimentos não indicam [que o edifício tivesse problemas estruturais]", disse o delegado seccional de Polícia da região Centro, Dejar Gomes Neto, responsável pelas investigações.

Gomes ressaltou, no entanto, que uma das testemunhas ouvidas afirmou que no domingo (19), dia do acidente, havia constatado infiltrações no teto do templo e que pingos d'água caíram sobre os fiéis que participavam dos cultos. O delegado ressalvou porém que as gotas poderiam ter caído de aparelhos de ar condicionado e não estariam relacionadas a problemas estruturais.

Segundo o policial, apenas após a conclusão do laudo do Instituto de Criminalística, que tem prazo de 30 dias para ser concluído, a polícia poderá determinar as causas do acidente. O delegado ainda informou que vai ouvir grande parte das vítimas e que serão chamados, também, representantes da prefeitura, do Corpo de Bombeiros, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) e da igreja Renascer.

De acordo com as testemunhas ouvidas pela polícia, um forte estalo foi ouvido momentos antes do teto desabar. A cobertura da igreja começou a ruir inicialmente nas proximidades do altar, à esquerda de quem entrava no templo. As partes laterais foram as menos atingidas pelo teto.

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