Rio comemora com missas e encenação teatral o dia de seu padroeiro

Da Agência Brasil
No Rio de Janeiro (RJ)

Centenas de fiéis lotam desde o início da manhã a Igreja de São Sebastião, mais conhecida como Igreja dos Capuchinhos, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, para assistir às missas em louvor ao santo padroeiro da cidade. A igreja abriga a imagem de São Sebastião trazida em 1565 pelo fundador da cidade, Estácio de Sá. O dia dedicado ao santo, 20 de janeiro, é feriado municipal na capital fluminense.

A primeira missa foi celebrada às 5 horas da manhã e, até o fim do dia, serão realizadas outras sete na igreja da Tijuca e mais duas na Catedral Metropolitana, no centro, também dedicada a São Sebastião. O cardeal Dom Eusébio Scheid presidiu às 10h a principal missa na Igreja dos Capucinhos, de onde sairá às 15h a procissão em direção à catedral. No trajeto, haverá uma parada em frente ao hospital do Instituto Nacional do Câncer (Inca), onde o cardeal dará uma benção aos doentes e o prefeito Eduardo Paes se juntará ao cortejo.

Às 17h, após a chegada da procissão, será encenado nas escadarias da catedral o Auto de São Sebastião, espetáculo promovido pela Associação Cultural da Arquidiocese do Rio, com texto do escritor e novelista Walcyr Carrasco.

Ao contrário de outras capitais brasileiras, o Rio de Janeiro tem seu feriado no dia do padroeiro e não na data de fundação da cidade (1º de março). Para o historiador Milton Teixeira, isso se deve à tradição do feriado de São Sebastião, celebrado desde 1568.

"Na época, esse também era o dia em que tomavam posse os vereadores da cidade, vestidos com uma roupa toda trabalhada, cheia de penachos". Segundo o historiador, mesmo a República manteve o feriado de 20 de janeiro pela sua tradição. "A única vez em que tentaram tirá-lo, em 1966, houve uma chuva tamanha na cidade que nenhum administrador pensou mais nesse assunto", afirmou Teixeira.

Com relação ao nome da cidade, o historiador não concorda com a tese de que os navegadores portugueses, ao entrarem pela primeira vez na Baía de Guanabara, em 1º de janeiro de 1502, a confundiram com a foz de um rio e,por isso, deram ao local o nome de Rio de Janeiro. Para ele, a expedição, que tinha como cartógrafo um navegador experiente, o florentino Américo Vespúcio, teria batizado o lugar como Ría de Janeiro. "Ría era o nome que os portugueses davam às entradas de baía e, com o passar dos anos, esse nome passou a ser rio", explicou.

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