Demolição na Igreja Renascer que desabou deve começar nesta sexta em SP

Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias
Em São Paulo

A Igreja Renascer apresentou nesta quarta-feira (21) plano que prevê a demolição das paredes do templo que desabou no domingo (18), causando a morte de nove pessoas e deixando mais de cem feridas, na avenida Lins de Vasconcelos, zona sul de São Paulo. O trabalho deve começar nesta sexta (23).

A promotora do caso, Mabel Tucunduva, reuniu-se nesta tarde com os advogados da Renascer e o subprefeito da Sé, Amauri Pastorello, na sede do MP, no centro da capital, para discutir os termos do plano entregue pela igreja.

De acordo com o MP-SP, um guindaste provindo de Mauá deverá ser utilizado nos trabalhos, que são complexos, pela presença de telhas de amianto. A Renascer se compromete a indenizar eventuais danos causados pela demolição.

O plano faz parte de acordo assinado entre a igreja e o Ministério Público paulista para garantir a integridade de casas no entorno e permitir o trabalho dos peritos do Instituto de Criminalística, que estavam interrompidos por risco de novos desabamentos.

Ao todo, nove casas continuam interditadas ao redor da igreja. Os moradores estão impedidos de retornar as suas casas por causa, principalmente, de uma parede que ainda ameaça desabar.

Nesta quarta, testemunhas prestam depoimento na 1ª Delegacia Seccional de São Paulo para dar suas versões sobre o acidente. Dez pessoas já foram ouvidas. A polícia afirma que um dos depoimentos fala sobre a existência de goteiras no teto, que já chegou a ser interditado há dez anos. Em nota, a igreja afirma que o telhado era seguro.

Segundo o último boletim divulgado pela Renascer, três pessoas seguem internadas em estado grave e outras 79 já receberam alta.

IPT sobre o teto da igreja
Em nota divulgada nesta quarta, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) informa que encaminhou à 1ª Delegacia Seccional e à Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo todos os relatórios técnicos emitidos em 1999 e 2000, relativos ao teto da igreja.

O instituto informa que recomendou a interdição do local em 1999, mas não teve mais acesso ao local depois de 2000, quando realizou uma inspeção e emitiu relatório atestando que reforma feita pela igreja assegurava as condições do telhado. "No entanto, esta segurança precisa ser verificada ao longo do tempo, inspecionando-se periodicamente, para detectar possíveis danos causados à estrutura de madeira por fadiga, desgaste físico, biodeterioração e eventual sobrecarga não prevista", recomendou o IPT à época.

Veja como era e como ficou a igreja após o desabamento


Mais imagens da igreja original

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