Justiça decreta prisão de oito por morte do diretor de Bangu 3 no Rio

Do UOL Notícias
Em São Paulo

O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 1ª Vara Criminal de Bangu, decretou a prisão preventiva de oito acusados de executar o diretor do presídio Bangu 3, tenente-coronel José Roberto do Amaral Lourenço, no dia 16 de outubro de 2008, no Rio de Janeiro.

Lourenço foi morto a tiros quando passava de carro pela avenida Brasil. A polícia concluiu que traficantes da Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte), foram os autores dos disparos.

Na decisão, o juiz aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os acusados de integrar o Comando Vermelho: Luiz Cláudio Serrat Côrrea, o "Claudinho da Mineira", "Claudinho CL" ou "Claudinho Dona Marta"; Adair Marlon Duarte, o "Aldair da Mangueira"; Márcio Nepomuceno dos Santos, o "Marcinho VP"; Ronaldo Pinta Lima Silva, o "Ronaldinho Tabajara"; Lúcio Mauro Carneiro dos Passos, o "Biscoito"; Fabiano Atanásio da Silva, o "FB", Ricardo Severo, o "Faustão" e Esteves Gouveia Barreto.

Segundo a denúncia, o crime teve motivação torpe, em razão de vingança, já que a vítima, tenente-coronel pertencente à corporação da Polícia Militar do Estado do Rio, adotava um rígido regime disciplinar na unidade prisional que dirigia, onde se encontrava parte da organização criminosa do Comando Vermelho. De acordo com o Ministério Público, a atuação funcional da vítima era caracterizada pela rigidez.

Para o juiz, medidas investigatórias como esta têm o objetivo de resgatar a paz social que deseja a sociedade fluminense. "Cumpre ao Judiciário intervir com a medida enérgica reclamada todas as vezes que pessoas de personalidade corrompida não meçam esforços para desestabilizar a reconstrução social promovida pelo governo brasileiro", afirmou na decisão.

"A execução de coronel da PMERJ em via pública de maior movimento do Estado, justamente na hora em que a sociedade se locomove para ir ao seu trabalho, promovida por oito homens munidos de fuzis disparando sessenta tiros indiscriminados, demonstra a necessidade de segregação cautelar para tentar resgatar, de alguma forma, o bem estar da nossa comunidade", afirmou Alexandre Abrahão.

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