Após suspensão no atendimento emergencial, Paes anuncia contratação de 300 médicos no Rio

Da Agência JB
No Rio de Janeiro (RJ)

O prefeito Eduardo Paes anunciou na tarde desta terça-feira (27) ao chegar ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, que já autorizou a Secretaria Municipal de Saúde a providenciar a contratação de cerca de 300 profissionais da área para as quatro maiores emergências da rede pública do Rio.

Falta de médicos suspende atendimento em emergência de hospital do Rio de Janeiro

A falta de médicos deixou o hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), sem atendimento durante horas da noite de ontem e da madrugada desta terça-feira. Uma das emergências mais solicitadas da região, a unidade dispensou pacientes para outros hospitais. A Secretaria da Saúde afirma que o funcionamento foi normalizado

Pacientes que procuraram a emergência do Hospital Lourenço Jorge enfrentaram problemas e tiveram que ter paciência. Devido à falta de médicos, o setor foi fechado por quase três horas. O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, esteve na unidade para verificar a situação e, após reunião com o diretor da unidade, Flávio Silveira, a emergência foi reaberta.

Questionado sobre o repasse de verbas às cooperativas, Paes ressaltou que espera que os médicos "não estejam punindo a população pelos débitos da gestão anterior".

Segundo Paes, dos 10 médicos escalados, sete faltaram ao serviço na segunda-feira. Todos eles são terceirizados e a prefeitura ainda não soube informar a razão das faltas. Segundo Paes, a secretaria de Saúde está aguardando o posicionamento da cooperativa para tomar as medidas necessárias.

Paes ameaçou comunicar ao Cremerj caso fique comprovado que os médicos faltaram. "Faltou vergonha na cara", disse o prefeito, completando que se refere aos médicos caso fique comprovado que faltaram sem avisar.

De acordo com pacientes e funcionários da unidade, o problema teria começado por volta das 19h, durante a troca de turno. O secretário de Saúde confirmou que o problema foi causado pela falta dos profissionais.

Por volta das 20h, a situação começou a se agravar devido ao grande número de pacientes. Apenas três médicos estavam disponíveis para atender cerca de 60 pessoas. O diretor do Lourenço Jorge, Flávio Silveira, determinou o fechamento da unidade e o auxílio de bombeiros e do Samu para encaminhar os pacientes para outras unidades.

Hans Dohmann chegou ao hospital por volta das 23h. Ele se reuniu com Flávio Silveira e com o subsecretário de Saúde, João Luiz Ferreira da Costa. Após o encontro, a emergência foi reaberta. No entanto, pacientes ainda eram encaminhados para outras unidades de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde informou que já está apurando o ocorrido.

De acordo com reportagem do telejornal Bom Dia Rio, da Rede Globo, seis vigilantes que estariam de plantão durante a madrugada no hospital abandonaram o serviço. Eles teriam aproveitando a falta dos médicos para protestar contra o atraso no pagamento de três meses de salários e de benefícios.

O Hospital Lourenço Jorge é a principal unidade pública de saúde da zona oeste do Rio. Além da Barra da Tijuca, a unidade atende pacientes do Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, vargens Grande e Pequena, e outras localidades.

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