Mulheres e jovens sofrem mais com desemprego na América Latina, diz estudo da OIT

Da Agência Brasil
Em Brasília

As mulheres e os jovens são os mais prejudicados quando o assunto é desemprego na América Latina. Essa é uma das constatações do Panorama Laboral 2009, divulgado hoje (27) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Crise deve derrubar 2,4 milhões de empregos

A crise econômica mundial deverá atingir fortemente os empregos urbanos na América Latina e no Caribe em 2009. De acordo com o Panorama Laboral, a expectativa é de que cerca de 2,4 milhões de pessoas percam os empregos este ano na região


Segundo o estudo, o nível de desocupação entre os jovens das áreas urbanas dessa região é 2,2 vezes maior que a média geral de desemprego, que foi de 7,5% em 2008. Entre as mulheres, o número de desempregadas é 1,6 vez maior do que entre os homens.

Quando o assunto é informalidade, as diferenças de sexo também se refletem. No caso dos empregos informais - aqueles cujo assalariado trabalha em uma empresa mas não tem acesso a seguro social e outros benefícios - a incidência entre as mulheres era de 60,2% em 2007, contra 57,4% entre os homens.

Quando são analisados os empregos em setor informal, aqueles cujo trabalhador é autônomo e não tem acesso aos benefícios sociais, a realidade muda e a incidência é maior entre os homens, 41,6%, que entre as mulheres, 39,6%.

O estudo da OIT ressalta que ampliar o acesso e melhorar a cobertura dos serviços de proteção social são desafios que devem ser encarados pelos países da América Latina e do Caribe, porque isso "melhora as condições de trabalho e ajuda a diminuir a pobreza".

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