Idosas que esperavam por cirurgia há um mês são operadas

Paulo Francisco
Especial para o UOL Notícias
De Natal (RN)

No hospital Itorn, na terça-feira pela manhã, seis cirurgias ortopédicas foram realizadas em pacientes que estavam internados desde o final de dezembro à espera de um anestesiologista.

Crise em Natal

  • Paulo Francisco/UOL

    O maior hospital público de Natal (PB), o Walfredo Gurgel, não tem mais onde alojar seus pacientes depois de quase um mês da crise da saúde. "Aqui está parecendo a Faixa de Gaza", disse o neurocirurgião José Luciano de Araujo.

Entre os operados estavam Adília Maria Correira, 94 anos, Dulcinéa Monteiro, 79, e o garoto Gleydson Jonas dos Santos, 13, que foram personagens de uma reportagem do UOL Notícias na segunda (26/1).

Outras três mulheres, que tinham entre 70 e 83 anos, também fizeram suas cirurgias de fêmur. Elas também aguardavam desde o final de dezembro. Segundo os familiares dos pacientes, a informação do hospital foi que uma anestesiologista se prontificou a realizar o procedimento gratuitamente.

Até o dia 31 de dezembro, três hospitais conveniados com o Sistema Único de Saúde atuavam com anestesistas contratados por meio de uma cooperativa da categoria.

Com o fim dos contratos e a recomendação do Ministério Público para que o governo do Estado não os renovasse, vários pacientes ficaram internados no Itorn aguardando cirurgias por falta de anestesiologistas.

Muitas famílias denunciaram o fato à Promotoria de Saúde de Natal, que recebeu dos hospitais a informação de que não podiam realizar as cirurgias por falta de anestesiologistas. As promotoras de Saúde de Natal, Iara Pinheiro e Elaine Cardoso, já deram entrada com ações na 5ª Vara da Fazenda Pública da Justiça Estadual para garantir as cirurgias nos hospitais conveniados, onde cerca de 300 pessoas estão numa fila aguardando a presença de um anestesista na equipe médica. Mas até ontem o juiz não havia dado nenhum despacho.

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