Prefeita de Natal tem audiência com o ministro da Saúde

Paulo Francisco
Especial para o UOL Notícias
Em Natal (RN)

A prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), diante da crise na saúde do município, foi a Brasília na terça (27/1), onde se reuniu com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele levou ao ministro problemas como o déficit de 165 médicos e de outros profissionais para atender a rede básica, além do fim dos contratos da cooperativa dos anestesiologistas com a rede hospilar privada conveniada com o Sistema Único de Saúde.

Crise em Natal

  • Paulo Francisco/UOL

    O maior hospital público de Natal (RN), o Walfredo Gurgel, não tem mais onde alojar seus pacientes depois de quase um mês da crise da saúde. "Aqui está parecendo a Faixa de Gaza", disse o neurocirurgião José Luciano de Araujo.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o ministro afimrou que o governo federal construirá quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na capital do Rio Grande do Norte e ainda ficou de ajudar a resolver a questão da falta de médicos na rede conveniada.

A prefeita disse ao ministro que um dos problemas da Saúde em Natal é a falta de profissionais para suprir as necessidades do Programa Saúde da Família (PSF), além das péssimas condições físicas da atual rede de atenção básica formada pelos postos de saúde e as UPAs. "Um posto de saúde é um lugar onde as pessoas vão tratar suas dores físicas e emocionais; então, elas precisam ser bem atendidas", disse Micarla de Sousa.

O ministro disse que para construir UPAs o seu ministério tem uma linha de financiamento que entra com 50% do custeio, ficando a outra metade como contrapartida da Prefeitura. "Gostaria do empenho do Ministério para que possamos melhorar a nossa infraestrutura , construir a nossas unidades de saúde e ter uma gestão de qualidade", disse a prefeita.

Micarla colocou para o ministro o impasse entre os anestesiologistas e o Ministério Público, que é contrário aos contratos da categoria com o governo do Estado para garantir o atendimento dos pacientes do SUS na rede hospitalar privada conveniada no município.

Segundo a prefeita, foi a não-renovação dos contratos que gerou a crise da saúde em Natal. "Isso tudo gerou a crise que se apresenta hoje e que exige uma rápida solução. Nosso papel, como gestor público, é garantir assistência à população, que é quem mais sofre com o caos", afirmou a prefeita.

O secretário municipal de saúde, Levi Jales, disse ao ministro Temporão que encontrou "a rede de saúde pública sucateada", com deficiência de recursos humanos e salários relativamente baixos. "Enfim, uma crise de vários anos que agora chegou no limite", disse Levi Jales.

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