Depois de 650 inscrições, parque de BH suspende a lista da "jaca grátis"

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

Foi muita fila para pouca jaca.

A safra de jaca do Parque Municipal Américo Renê Giannetti, uma área verde de 182 mil metros quadrados localizada no centro da capital de Belo Horizonte, deve ser insuficiente para atender à lista de moradores da cidade e da região metropolitana que se inscreveram para receber uma fruta gratuitamente. A colheita é feita toda às segundas-feiras e a entrega é às terças.

A jaca em imagens

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    A jaca é boa, mas não é para todos...

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    Moradora conseguiu uma e vai apresentá-la para a família...

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    Pra quem ficou sem o fruto, a jaqueira oferece a sombra

O parque conta com 23 pés da fruta, que produzem anualmente de janeiro até abril. Por causa da intensa procura de interessados deste ano, a direção do parque adotou a lista. Mas a demanda foi grande demais: cerca de 650 pessoas deixaram o nome para receber a iguaria.

As grávidas e os idosos tinham preferência - e somente a lista destes cidadãos especiais conta com 131 nomes.

Segundo o diretor Homero Filho, até pessoas do interior do Estado vêm em busca da jaca. "Não sei haverá jaca suficiente para atender toda essa demanda", disse. Por enquanto, as incrições estão suspensas.

Responsável pela distribuição, o diretor diz não apreciar a fruta. "A jaca desperta amor e ódio. Eu, por exemplo, detesto jaca. Mas as pessoas que gostam viajam quilômetros para pegar a sua encomenda. Nós já doamos jacas com quase 30 quilos e, apesar desse tamanho todo, elas nunca provocaram acidentes aqui", contou.

A preocupação de Filho em atender à demanda de aficionados se justifica. Em apenas meia-hora, a reportagem do UOL Notícias contou 10 pessoas que fizeram a inscrição na sede, antes que a lista fosse encerrada.

Uma delas, Rosimary Gomes, 31 anos, grávida de 4 meses, contou sua aflição para comer a fruta. A funcionária pública revela ser antigo o desejo de matar a vontade.

"Desde a minha primeira gestação, eu tinha muita vontade de provar a jaca", contou ao lado do marido e do filho de 3 anos.

Por sua vez, a enfermeira Elizete Ferreira, 54 anos, disse que estava retornando de férias quando soube da doação.

"Eu vim correndo. Não podia perder essa oportunidade, ainda mais que é de graça", comemorou.

A maior parte das árvores se concentra perto da cerca que separa o parque da rua. Até quem não está na lista aproveita a temporada. Um vendedor ambulante que não quis ser identificado afirmou vender as frutas que caem do lado externo.

"Ontem mesmo eu vendi uma enorme por R$2" contou satisfeito com o lucro inesperado.

O parque está localizado na Avenida Afonso Pena, 1.377, e funciona das 6 às 18h, de terça a domingo. A entrada para apreciar os frutos nos pés é gratuita.

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