Cabral defende política de segurança do Rio um dia depois de mortes em favelas

Isabela Vieira
Da Agência Brasil
Em Brasília

O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral voltou a defender nesta quinta-feira (5) a política de segurança pública do Estado. Um dia após a operação policial que deixou dez mortos nas favelas da Coreia, Rebu e Vila Aliança, na zona oeste do Rio de Janeiro, ele disse que "a política do enfrentamento quem faz é o bandido e não a polícia".

Ao entrar para sessão na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Cabral afirmou que os policiais usam o serviço de inteligência antes das operações policiais. Ontem, buscavam um dos líderes do tráfico de drogas no local. "Os policiais estavam cumprindo seu papel e foram recebidos a bala. Isso é sinal de que na Coreia tem poder paralelo e que se rejeitou a presença dos agentes", disse Cabral.

Além das dez mortes, o tiroteio provocou ainda o fechamento de duas escolas e duas creches municipais, no primeiro dia do ano letivo da rede municipal de ensino. Cerca de 6,6 mil alunos ficaram sem aula.

O governador também confirmou que novos postos de policiamento comunitário serão instalados na cidade ainda este mês. O próximo será na Cidade de Deus, com inauguração prevista para o dia 16, e um outro na comunidade do Batan, dia 18, ambas na zona oeste.

Essa modalidade de policiamento já foi implantada na comunidade de Dona Marta, zona sul, onde a polícia expulsou traficantes do local.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos