Programa de troca de geladeiras deve começar em março; governo prevê economia na conta de luz

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

O governo deve lançar até o início do mês que vem um programa para substituir dez milhões de geladeiras velhas, ao longo de dez anos. Segundo o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), haverá incentivo para a população de baixa renda comprar um novo eletrodoméstico pela facilitação do financiamento e pela economia na conta de luz.

'Resolver problema de dependência das drogas só com polícia é visão distorcida', diz Minc

A partir da sugestão de quatro ministros, o governo pode mudar a política em relação aos usuários de drogas. Carlos Minc (Meio Ambiente), Tarso Genro (Justiça), José Gomes Temporão (Saúde) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) terão uma reunião na próxima semana para discutir possíveis mudanças que transformem as drogas em uma questão de saúde pública, não de polícia


"A população de baixa renda terá uma economia anual na conta de luz de R$ 100. Para a população pobre, isso pesa. Em quatro, cinco anos, praticamente você está pagando uma geladeira", afirmou o ministro.

Consumidores de renda baixa poderão ter parte do valor do eletrodoméstico financiado. O ministro citou o caso da Bahia, onde o consumidor arca apenas com 40% do valor do produto, o restante sendo subsidiado.

Outra forma de cumprir a meta de substituição de 1 milhão de geladeiras por ano será a distribuição do eletrodoméstico. "Existe um mecanismo, o FEE, que é o fundo de eficiência energética. Isso todo mundo já paga na conta de luz, a maioria não sabe, mas é meio por cento do valor da conta. Com este fundo, daria pra trocar 150 mil geladeiras por ano. A geladeira pode ser dada por sorteio entre consumidores de muito baixa renda", explica Minc. Atualmente, entre 20 e 30 mil geladeiras são trocadas com o subsídio do fundo.

Quem entregar a geladeira velha na compra de uma nova pagará juros menores. Segundo o ministro, esta é uma forma de incentivo para tirar os eletrodomésticos antigos de circulação. "Tem que ter incentivo, senão a pessoa vai vender a geladeira velha para outro que não tem geladeira. Então fica mais barato (a compra) se você entregar a velha", disse.

Meio ambiente e economia
Carlos Minc destacou os ganhos para o meio ambiente com a troca dos eletrodomésticos. Ele informou que as vantagens foram definidas em uma reunião que reuniu oito ministros, na noite desta quarta-feira, com o presidente Lula.

"Nessa reunião, nós definimos algumas vantagens. Uma delas é ambiental. As geladeiras velhas têm CFC, o clorofluorcarbono, que fura a camada de ozônio e é equivalente ao CO2, que também é um gás do efeito estufa. Além disso, elas são ineficientes, gastam o dobro de energia", destacou.

"Além da vantagem ambiental, que é a questão do aquecimento e da camada de ozônio, há uma outra vantagem, que é a reciclagem de geladeiras velhas, depois de se retirar o gás CFC. Com isso, você tem um ganho energético. Com a troca desses 10 milhões de geladeiras, o governo não terá necessidade de fazer uma usina de 600 megawatts, porque vai ter menos consumo de energia", completou.

O ministro citou ainda um resultado que, segundo ele, não estava previsto quando o programa foi concebido, em meados de 2008. "Há ainda um ganho anticíclico, porque mais de um milhão de geladeiras por ano significa mais gente produzindo, mais emprego".

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