Polícia divulga retrato falado de agressor de casal no PR; 'três ou quatro' suspeitos são investigados

Marcus Vinicius Gomes
Especial para o UOL Notícias
Em Curitiba (PR)

A Polícia Civil do Paraná divulgou na tarde desta terça-feira (10) o retrato falado do homem que atacou um casal há dez dias no Morro do Boi, em Matinhos, no litoral do Paraná.

O retrato divulgado pela polícia

  • Divulgação/Polícia Civil do Paraná

    'Três ou quatro' suspeitos são investigados

O retrato falado foi colhido por peritos do Instituto de Criminalística do Paraná, por meio do depoimento da estudante Monique Lima, 23 anos, que levou um tiro do criminoso na medula espinhal e horas depois foi estuprada. O namorado de Monique, o estudante de Direito Osíris Del Corso, 22 anos, foi morto com um tiro no peito.

De acordo com o perito criminal, Jorge Werzbitzky, o retrato falado apresenta 90% de precisão e pode ser decisivo na captura do criminoso. Números da polícia demonstram que, nos casos em que o retrato falado é confeccionado, as chances de prender o suspeito são de 70% a 80%.

O depoimento de Monique sobre as características do criminoso começou a ser colhido na sexta-feira passada (6), mas teve que ser interrompido ao menos uma vez para que a estudante se recuperasse emocionalmente.

Uma equipe de psicólogos do Hospital Vita, onde a jovem está internada, acompanhou o depoimento.

De acordo com o depoimento de Monique, o criminoso tem pele clara, cabelo preto e é calvo. Tem olhos castanhos escuros, altura entre 1,75m e 1,85m e pesa cerca de 120 kg. Ele estava vestido com uma camiseta amarela e usava bermuda.

O delegado Luiz Alberto Cartaxo Moura, que coordena a força-tarefa da Polícia Civil no caso, revelou que houve uma luta corporal entre Monique, que é praticante de artes marciais e o criminoso.

A estudante afirmou, durante o depoimento, não ter certeza de que a camisa amarela encontrada no local do crime, pertença ao homem.

Cartaxo disse que acredita que o criminoso seja morador do litoral, mas pode ter se evadido para outra cidade. A polícia trabalha, inclusive, com a hipótese de que o suspeito tenha fugido para outro Estado.

Segundo Cartaxo, há três ou quatro suspeitos que já estariam sendo investigados, mas nenhum indício que sustente ainda a detenção.

"Não queremos criar nenhuma expectativa falsa sobre a identidade do criminoso. Estamos trabalhando para capturar o autor deste crime bárbaro e não entramos neste jogo para perder. Nós vamos chegar lá", afirmou o delegado.

O relatório sobre o caso já possui mais de 500 páginas. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná colocou três telefones à disposição da população do Paraná para informações sobre o paradeiro do homem: 190, 181 e 197.

O crime
Boletim divulgado pela Junta Médica do Hospital Vita, em Curitiba, na semana passada, indica que a estudante encontra-se sem os movimentos das pernas devido ao tiro que atingiu a medula espinhal e que pode ficar paraplégica.

O diagnóstico ainda não é conclusivo. De acordo com o Dr. Hipólito Carraro Jr., chefe da UTI do hospital, há probaliblidade de que um tratamento fisioterápico possa fazer com que a estudante recupere os movimentos.

Um exame neurológico conclusivo deve ser feito nesta semana. Monique está sob efeito de analgésicos, não apresenta nenhum quadro de infecção e já respira sem ajuda de aparelhos. O Dr. Carraro Jr. informou que a estudante já tem conhecimento de que o namorado, Osíris Del Corso, 22 anos, está morto.

De acordo com a Junta Médica, ao contrário do que se pensava anteriormente, apenas um tiro atingiu Monique e provocou a lesão na coluna. O outro disparo teria atingido uma pedra.

O crime aconteceu por volta das 17h30 do dia 31/1 (sábado), quando o casal seguia por uma trilha no Morro do Boi, em Matinhos, no litoral do Paraná. Del Corso e Monique teriam sido rendidos pelo criminoso e obrigados a seguir para uma gruta na Praia dos Amores, onde o homem teria exigido que tirassem a roupa. O jovem foi morto ao tentar evitar que a namorada fosse estuprada.

Monique foi ferida quanto tentava fugir. Horas depois, o criminoso retornou à gruta e a teria violentado. A estudante foi resgatada no domingo (1º/2), por volta das 13h30, e levada para o hospital de Paranaguá, no litoral do Estado. Na segunda-feira (2/2), foi transferida para o Hospital Vita, em Curitiba.

Cinco delegados e 16 agentes do Serviço Reservado da Polícia Civil, a P2, que trabalhavam no caso, ganharam o reforço nesta semana do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) e da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba.

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