Vigilantes do Rio de Janeiro entram em greve

Da Agência JB
No Rio de Janeiro

Em assembléia realizada nesta quinta-feira (12), no largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro, os vigilantes aprovaram estado de greve até a próxima segunda-feira, quando haverá nova assembleia para decidir se os trabalhadores farão uma paralisação durante os cinco dias de Carnaval, podendo deixar o Sambódromo sem vigilância. A data base da categoria é março.

A deliberação ocorreu em conseqüência da intransigência do sindicato patronal em manter a proposta de apenas 5% de reajuste salarial, nas três rodadas anteriores. Uma nova oportunidade de retomar as negociações com os patrões acontece nesta sexta-feira, às 13h, na Superintendência Regional do Trabalho, quando haverá mesa redonda entre os 12 sindicatos de vigilantes no Estado e diretores do Sindicato das Empresas de Segurança.

A Federação dos Vigilantes reivindica 15% no salário, adicional de periculosidade de 30% - já aprovado pelo Senado Federal, em 5 de novembro - redução do desconto do ticket refeição de 20% para 5%, e diminuição da jornada mensal de trabalho para 180 horas, entre outras reivindicações.

Segundo Fernando Bandeira, presidente da Federação Estadual dos Vigilantes, os profissionais do Distrito Federal recebem piso salarial de R$ 1.010,48; no Paraná, R$ 890,00; Minas Gerais, R$ 870,00; São Paulo, R$ 762,00; e Espírito Santo, R$ 722,00.

"Como podemos aceitar que num Estado com a importância econômica do Rio de Janeiro as empresas paguem de piso ao trabalhador menos que R$ 700 mensais", disse Bandeira.

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