Bala perdida que matou menina em SC pode ter vindo de arma da PF

Luiz Nunes
Especial para o UOL Notícias
Em Florianópolis (SC)

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o envolvimento de policiais federais no disparo de arma que matou uma menina de 11 anos, vítima de bala perdida, em Ibirama, no Vale do Itajaí, no último domingo (8). O inquérito aponta que dois agentes teriam atirado na sinalização de trânsito, depois de saírem bêbados de uma festa em uma cidade vizinha.

Bala perdida atinge mulher dentro de aeroporto no CE

Uma passageira foi atingida por uma bala perdida na madrugada de hoje no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE). A carioca Ivânia de Oliveira, de 38 anos, seguia para o terminal de embarque quando foi atingida na coxa esquerda. Nem a polícia cearense nem a segurança do terminal sabem ainda de onde partiu o tiro


Celso Azoury Telles de Aguiar, de 29 anos, e Tiago Borém Sfredo, de 28 anos, foram apresentados hoje na sede da Diretoria de Investigações Criminais (DEIC), em Florianópolis. Pela investigação, os suspeitos teriam se exibido com armas durante a festa e embarcado em uma viatura policial.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Eskudlark, os quatro estojos de pistola 9 mm encontrados no local pertenciam à PF. "Eles foram apresentados, mas não havia mandado de prisão. Houve acompanhamento da PF para a apresentação dos policiais", esclarece.

Segundo Eskudlark, em depoimento, os agentes confirmaram que dispararam suas armas. Porém, a versão dos policiais é de que motociclistas teriam atirado contra a viatura.

Aline Ribeiro das Neves, 11, foi baleada enquanto dormia em uma casa na rodovia SC-421. Os tiros passaram pela janela do quarto e acertaram o peito e o braço da menina. Outra residência próxima também foi atingida, mas não houve vítimas.

Uma fonte da PF afirma que a instituição apenas acompanha o caso. Pode ser estabelecido foro privilegiado, mas, por enquanto, não deve haver investigação paralela do caso. O superintendente da PF no Estado não foi encontrado para comentar o caso.

O delegado-geral da Polícia Civil afirma que os suspeitos podem ser condenados por dolo eventual, com pena de seis a 20 anos. Ainda não se sabe se, caso condenados, perderão a carreira. "Depende do Judiciário e do procedimento da própria PF", explica Eskudlark.

Os policiais estavam na região para garantir a segurança de uma negociação entre colonos e indígenas, que disputam terras.

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