Advogado de pichadora diz que depoimentos reforçam tese da defesa

Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O advogado de Caroline Pivetta da Mota, 24, presa por pichar a parede de um andar vazio da 28ª Bienal de São Paulo, afirmou nesta terça-feira (17) que considerou "positiva" audiência realizada no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, em que foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa no processo a que ela responde por destruição de patrimônio cultural.

Justiça ouviu testemunhas de defesa e acusação do processo de Caroline

  • Após ser presa novamente por tentativa de furto, pichadora foi levada para DP do Itaim Bibi; em entrevista, Caroline Pivetta fala sobre pichação



A juíza Márcia Tessitore, da 4ª Vara Criminal ouviu os depoimentos de cinco testemunhas de acusação e uma de defesa (quatro não compareceram). Também responde ao processo Rafael Vieira Camargo Martins, 28, pelo artigo 62 da Lei de Crimes Ambientais. Caroline e Rafael também foram ouvidos, mas a imprensa não pôde acompanhar os interrogatórios.

A audiência, que teve início às 13h50, terminou por volta das 15h sem sentença, já que os debates entre acusação e defesa serão entregues por escrito. As partes terão cinco dias para apresentar seus argumentos à juíza, que pode condenar os dois acusados a penas que vão de um a três anos de prisão.

O advogado de Caroline, Augusto de Arruda Botelho, afirmou que irá "apresentar a defesa em dez dias". Ele disse também que achou pertinente dispensar as testemunhas de defesa que haviam sido arroladas pelos advogados anteriores a ele no caso. "A audiência foi positiva, e os depoimentos acabaram reforçando minha defesa porque não houve menção de destruição de bem público", afirmou o defensor.

Caroline ficou 54 dias presa, entre 26 de outubro e 19 de dezembro do ano passado, após invadir a bienal e pichar a parede. Após ter dois habeas corpus negados, ela foi solta pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

No dia 22 de janeiro, Caroline foi presa novamente acusada por uma tentativa de furto em uma loja do Itaim Bibi, zona sul de SP. Ela foi solta cinco dias depois.

A detenção nos corredores da Bienal gerou polêmica no circuito das artes e na esfera política também, quando até membros do governo federal, como Juca Ferreira (pasta da Cultura) e Paulo de Tarso Vannuchi (Direitos Humanos), pedindo sua soltura à época.

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