Um mês após desabamento da Renascer, associação faz ato em homenagem às vítimas

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Associação de Preservação de Cambuci e Vila Deodoro realizou nesta quarta-feira (18) ato ecumênico em homenagem às vítimas da tragédia no templo da igreja Renascer, cujo teto desabou, há exatamente um mês, causando nove mortes e deixando mais de cem feridos no Cambuci, zona sul de São Paulo.

Desabamento causou nove mortes e mais de 100 feridos

  • Fabiano Cerchiari/UOL

    Um mês depois, causas do acidente não foram confirmadas



O inquérito sobre as causas do acidente ainda não foi concluído. Mais de 80 pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil de São Paulo, membros da Renascer, testemunhas, sobreviventes e familiares de vítimas. Os laudos sobre o local do acidente devem ser entregues no início de março.

Os trabalhos de demolição no local, realizados de forma praticamente manual, ainda não foram encerrados. Alguns moradores, que tiveram de deixar suas casas afetadas pelo desabamento, já retornaram, mas ainda há desalojados.

No dia 27 de janeiro, o Ministério Público entrou com ação pedindo o fechamento de todos os templos da igreja, alegando irregularidades com a prefeitura. A liminar foi negada. A promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo Mabel Tucunduva Schiavo Prieto de Souza pede que a Justiça obrigue a igreja a obter a licença de funcionamento de todos os seus templos na capital.

A ação é resultado de inquérito reaberto pela Promotoria após o desabamento. O Ministério Público afirma que apurou que os templos da Renascer estão em situação irregular por não possuírem licença ou alvará de funcionamento.

O MP-SP também recebeu reclamações de vizinhos e frequentadores da igreja Renascer sobre o prédio que já havia sido interditado por causa do telhado há dez anos na avenida Lins de Vasconcelos. Segundo a promotora, o telhado do templo foi reformado e sua qualidade foi atestada por três laudos.

"Estou surpresa, houve uma recomendação [do MP] para a troca do telhado e foram apresentados documentos dizendo que estava tudo em ordem. Se todas as obras foram feitas não era para ter desabado, isso é inaceitável", disse a promotora no dia 19 de janeiro.

Ainda conforme Tucunduva, que classificou a situação do teto na época como "desastrosa", o edifício chegou a funcionar sem a licença em 2000 e em 2008, mas hoje, todos os documentos estão em ordem. Em nota, a Renascer afirmou que a documentação do local estava em ordem e que os laudos confirmaram que o teto era seguro.

Veja como era e como ficou a igreja após o desabamento


Mais imagens da igreja original

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