Resgate dos últimos bichos de lago que secou atrai curiosos no parque da Aclimação

Elisa Estronioli
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Cerca de 20 guardas civis metropolitanos e alguns frequentadores do parque da Aclimação passaram parte desta terça-feira de Carnaval tentando resgatar os últimos 'sobreviventes' do esvaziamento do lago do parque, na região central de São Paulo. De acordo com a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, um rompimento na parte inferior do vertedouro (tubulação que regula o nível da água), provavelmente causado pela força das chuvas, levou o lago a esvaziar na tarde de ontem.

Peixes e aves aquáticas são resgatados de lago que secou no parque da Aclimação em SP

Ao menos 200 peixes e 40 aves aquáticas, como cisnes e gansos, foram resgatados do lodaçal no parque da Aclimação, no centro de São Paulo, após o rompimento do sistema de circulação de água que fez com que o lago do local secasse ontem à tarde

Segundo a secretaria, os animais resgatados - patos, cisnes, gansos e peixes - foram levados para o viveiro Manequinho Lopes, onde receberão tratamento até que o lago volte a existir - o que ainda não é previsto, já que a secretaria aguarda a realização de um laudo para determinar os reparos a serem feitos no local.

Hoje, por volta das 14h, só havia um marreco e um cisne isolados no lago. Os guardas e os frequentadores envolvidos no resgate estenderam uma corda sobre o lago para tentar 'empurrar' os bichos para a margem. De acordo com a Guarda Civil, não é possível entrar no lodaçal a pé ou de bote, sob perigo de atolar. "É triste ver o pessoal trabalhando com tanta precariedade, sem equipamento", comentou Marcelo Fracato, 43, médico e frequentador do parque, enquanto acompanhava. O marreco foi retirado, mas o cisne permanecia no lodaçal, pelo menos até as 15h.

A estudante de biologia Thioni Carreti, 20 anos, era uma das frequentadoras do parque que tentava ajudar no resgate: "soube pela TV e fiquei desesperada", diz. "O cisne está atolado e fazendo muito esforço, mas assustado pela quantidade de gente que tem aqui".

Na administração do parque, uma reclamação comum era que a quantidade de 'curiosos' assistindo ao resgate dificultava o trabalho. Algumas pessoas foram, 'indignadas', pedir que o parque fosse fechado para o resgate, entre elas a advogada Thaís Barbour, 36 anos: "o cisne está estressado com esse um milhão de curiosos em volta", alegou.

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