Sobe para três o número de mortos em explosão na sede da PF em Manaus

Do UOL Notícias* Em São Paulo

Atualizada às 15h20

A segunda vítima que estava internada em estado grave após uma explosão no final da tarde de sexta-feira (27), em um laboratório químico da sede da Polícia Federal (PF) em Manaus (AM), morreu neste sábado. Maurício da Silva Júnior faleceu por volta das 13h (horário local, 14h em Brasília), segundo a assessoria de comunicação do Hospital 28 de Agosto. Por volta das 11h30, outra vítima, Max Augusto Neves Nunes, já havia falecido no mesmo hospital. Com isso, sobe para três o número de mortos no acidente.

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A Ajufer (Associação dos Juízes Federais da 1ª Região) pediu ontem ao Ministério da Justiça proteção para a juíza Jaiza Fraxe, titular da 1ª Vara Federal do Amazonas, após a descoberta de um plano para matá-la, em Manaus


Ontem à noite, o IML de Manaus confirmou a morte de Antônio Carlos de Oliveira. Todos eram peritos criminais da PF. As vítimas que morreram neste sábado passaram por cirurgia na sexta-feira e estavam internados em estado grave na UTI. Nunes tinha queimaduras em 90% de seu corpo.

Além dos três mortos, a explosão deixou também uma pessoa ferida levemente, identificada como Marcos Antônio Mota Ferreira, também perito. De acordo com a assessoria de imprensa da PF, os peritos trabalhavam na análise técnica de material apreendido em operação policial. Os três mortos estavam no local da explosão, já o perito que teve ferimentos leves estava em uma sala vizinha.

Em nota, a polícia afirma que "todas as medidas periciais, policiais e administrativas para esclarecer as causas serão tomadas", e afirma que divulgará as causas do acidentes assim que as mesmas forem identificadas.

A Associação Nacional dos Peritos Criminais afirma que a explosão pode ter sido criminosa. "Pode ter sido uma armadilha", afirma Octávio Brandão Caldas Neto, perito veterano e presidente da associação. "Provavelmente, pelo vulto da explosão, pode ter sido uma bomba camuflada em um cilindro apreendido que estava sendo analisado no laboratório", afirmou Brandão. O perito fala com cautela. "Nenhuma hipótese pode ser afastada agora. Tudo só vai ser esclarecido após uma perícia minuciosa no local."

Segundo a PF de Manaus, o imóvel será periciado ainda hoje. A divulgação de um laudo preliminar depende do andamento dos trabalhos no local neste sábado. O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Luiz Fernando Corrêa, foi para Manaus acompanhar as investigações. Uma equipe de sete peritos da PF de Brasília vai permanecer em Manaus até a conclusão dos trabalhos de apuração sobre as causas da explosão.

Os presos detidos na carceragem da sede em Manaus foram transferidos para o Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat), localizado na BR-174.

*Com informações do UOL Notícias em Manaus e da Agência Estado

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