Defesa Civil interdita imóveis irregulares no Rio; moradores temiam desabamento

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 17h36

A Defesa Civil do Rio de Janeiro interditou na noite desta segunda-feira (2) um prédio no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste da cidade, após relatos de moradores sobre um possível desabamento do imóvel.

Funcionários da Defesa Civil estiveram no local na manhã desta terça-feira e relataram que não há risco iminente de desabamento, apesar dos estalos ouvidos pelos moradores. Mesmo assim, os habitantes do prédio de seis andares e de casas vizinhas ao edifício devem permanecer longe do local até o parecer da Secretaria de Urbanismo do Rio de Janeiro.

Segundo o coronel Sérgio Simões, que esteve no local, não foram encontrados indícios de desabamento nem rachaduras nas paredes do edifício. "Pensamos que encontraríamos a estrutura comprometida, mas não havia nada visível que indicasse desabamento", contou. Já duas casas vizinhas que tinham rachaduras devem ser demolidas.

Segundo Simões, as construções na avenida Gilka Machado são irregulares e o dono da construtora do edifício deve ser intimado pela Secretaria de Urbanismo. "O pessoal estava assustado e deixou o local sem contestação", afirmou o coronel. "Os estalos devem ter acontecido por uma acomodação do solo. O solo lá é instável e as construções não poderiam ter sido feitas sem seguir regras de engenharia. Ali as construções são todas irregulares", afirmou Simões.

O construtor do edifício, Osvaldo Fernandes, afirmou à FolhaOnline que o prédio não apresenta problemas na construção. "Eu acompanhei a ação da Defesa Civil e desconheço essas deformações. Estou aguardando o resultado do laudo para me manifestar. Em cinco anos de profissão, essa é a primeira vez que vivo esse tipo de situação. Não existe nenhum dano no prédio", disse Fernandes.

O construtor, entretanto, admitiu a situação irregular do imóvel. "A minha obra não é a única irregular, se for feito um levantamento, existem mais de mil obras irregulares na zona oeste da cidade. Vou apresentar os documentos necessários, sendo que eles devem levar em conta que 80% das construções nessa região ficam em terrenos de posse", afirmou.

* Com informações da FolhaOnline

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