Médicos da rede pública de Aracaju entram em greve por tempo indeterminado

Paulo Rolemberg
Especial para o UOL Notícias
Em Aracaju

Os médicos da rede municipal de saúde de Aracaju entraram em greve a partir de hoje (3), por tempo indeterminado. Eles reivindicam aumento salarial e redução nas horas semanais trabalhadas.

Médicos de AL decidem abandonar o SUS

Alagoas deve ser o primeiro Estado do país a não contar com médicos credenciados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em greve há oito meses, os profissionais do Estado decidiram, de forma unânime, sair em massa da lista de prestadores de serviço do SUS. A assembleia aconteceu na noite desta segunda-feira (2) na sede do Sindicato dos Médicos (Sinmed). Em Alagoas, 94% da população não tem plano de saúde e depende dos serviços públicos


A paralisação atinge dois hospitais municipais e 43 postos de saúde da capital sergipana. Segundo o Sindicato dos Médicos de Sergipe, 30% do 340 médicos ligados à prefeitura (100 do Programa Saúde na Família, 180 especialistas e 60 plantonistas) seguem trabalhando para garantir um atendimento mínimo à população nas unidades de saúde.

Os médicos reivindicam um salário de R$ 8.239 por 20 horas semanais. Atualmente, os médicos recebem um salário-base de R$ 1.700 por 40 horas semanais de trabalho, mais uma complementação do Ministério da Saúde, num total de R$ 4.500.

O Sindicato dos Médicos de Sergipe acusa a Prefeitura de Aracaju de não querer abrir um canal de negociação com a categoria. Na manhã de hoje, os médicos fizeram uma panfletagem na porta de um dos hospitais de Aracaju para explicar à população os motivos da greve. "Estamos realizando esta panfletagem para explicar ao povo os motivos da greve. A prefeitura deve dar mais valor ao profissional médico", diz um dos profissionais em greve, Ademir Marques.

Os médicos aproveitaram a oportunidade e denunciaram a escassez de medicamentos, a falta de especialistas e de acesso da população a exames.

Na próxima quinta-feira (5), os médicos se reúnem no sindicato para avaliar a greve e definir quais serão os próximos passos.

Outro lado
O secretário municipal de Governo, Bosco Rollemberg, afirmou que a prefeitura vai divulgar um calendário de negociações com todas as categorias, e que a dos médicos estará incluída na lista. De acordo com ele, diante da crise econômica global, a prefeitura estuda o impacto da reivindicação na folha de pagamento municipal.

"Nós respeitamos esta liberdade de manifestação e de organização de todos os movimentos dos trabalhadores. Mas acreditamos que tratar o assunto da maneira como os médicos estão tratando não é adequado. Escutamos, recebemos e entendemos a fundamentação de cada categoria, tanto do ponto de vista de salário, quanto do ponto de vista de condição de trabalho", disse o secretário.

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