Mutirão carcerário no RJ é acompanhado por Gilmar Mendes

Do UOL Notícias

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, acompanha nesta quarta-feira (11) o terceiro Mutirão Carcerário do Rio de Janeiro (RJ), que está sendo realizado na penitenciária feminina Talavera Bruce. As informações são da "Agência CNJ de Notícias".

O mutirão coordenado pelo CNJ começou na segunda-feira (9) e já concedeu liberdade condicional a 12 presas. Durante quatro dias, serão analisados cerca de 500 processos dos presídios Talavera Bruce e Joaquim Ferreira de Souza, que compõem o Complexo de Bangu.

"Acreditamos que em torno de 20% a 25% dos casos terão algum benefício concedido", afirma o juiz da Vara de Execuções Penas do RJ (VEP), Rafael Estrela. A ação é uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no último domingo. Também acompanharão a visita o secretário-geral do CNJ, Alvaro Ciarlini, e o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o desembargador Luiz Zveiter.

O objetivo do projeto é revisar a situação legal dos presos condenados e provisórios de forma a evitar que irregularidades na situação deles persistam. Só no Talavera Bruce, cerca de 330 internas aguardam pelo resultado do mutirão. "A expectativa é de que consigamos cerca de 50 livramentos condicionais e 100 progressões de regime", avalia a diretora do presídio, Sônia Maria Alves de Oliveira.

A interna Patrícia, 34 anos, é umas das que está na expectativa de ser beneficiada pelas atividades. Ela está há quatro anos no Talavera Bruce, após ter sido presa por assalto a mão armada. "Eu já deveria estar em liberdade condicional, mas continuo aqui em regime fechado. Tenho a esperança de ser beneficiada pelo mutirão", disse.

Reincidente no crime, Patrícia conta que desde que foi presa pela primeira vez, enfrentou muita dificuldade em conseguir emprego. "Ninguém dá trabalho a preso, por isso acabamos voltando a recorrer ao crime", lamenta.

Hoje, ela trabalha na fábrica de fraldas da penitenciária, onde além de ganhar um salário mínimo por mês, consegue a redução de um dia de sua pena a cada três trabalhados. "Daqui já estou planejando em montar uma pensão assim que obtiver liberdade, pois gosto muito de cozinhar", afirma.

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