Deputados criticam polícia e Conselho Tutelar pela atuação no caso de pedofilia em Catanduva

Vinicius Konchinski
Da Agência Brasil
Em São Paulo

Deputados da Comissão de Representação da Assembleia Legislativa de São Paulo para acompanhamento da investigação sobre suposta rede pedofilia em Catanduva (SP) criticaram hoje (13) o trabalho da Polícia Civil e do Conselho Tutelar da cidade. "A polícia não fez um trabalho adequado, demorou na colheita de provas e não tratou as denúncias como deveria", afirmou Vanderlei Siraque (PT), um dos quatro deputados que estiveram na cidade.

Junto com os também petistas Beth Sahão, Maria Lucia Prandi e José Candido, Siraque ouviu pela manhã as queixas de dez mães de supostas vítimas de abusos. Depois, todos os deputados reuniram-se com a juíza Sueli Juarez Alonso, responsável pelo caso.

Para Siraque, a juíza está fazendo um bom trabalho, porém precisa de "uma força". Ele disse que a Polícia Civil está demorando muito para apurar as denúncias, que envolvem, principalmente, vítimas de famílias pobres e suspeitos da elite de Catanduva.

A deputada Beth Sahão, que é de Catanduva, reafirmou as críticas de Siraque. Segundo ela, a Polícia Civil chegou a descumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente, quando não permitiu que as mães das supostas vítimas acompanhassem o reconhecimento dos suspeitos.

Ela criticou também o Conselho Tutelar pela lentidão como tem atuado no caso. "O Conselho Tutelar demorou demais para agir e não age como deveria", disse.

Segundo ela, os deputados da comissão vão pedir uma audiência com o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Ronaldo Marzagão, para pedir mais empenho da polícia. Também vão pedir ao Ministério Público que investigue a atuação do Conselho Tutelar.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que investiga as denúncias desde fevereiro, assim que tomou conhecimento dos primeiros relatos sobre os casos de abuso na cidade. Informou também que a Delegacia Geral de Polícia (Deinter) de Piracicaba e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizarão uma força-tarefa para esclarecer o assunto.

Sobre a denúncia de descumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, a secretaria informou que "as mães estavam no mesmo prédio [da delegacia] e, caso estivessem com os menores, poderiam influenciar no reconhecimento".

A reportagem tentou sem sucesso falar com o Conselho Tutelar de Catanduva.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos