Conselho espera reunir 3.000 índios para acompanhar julgamento do STF

Luana Lourenço
Enviada Especial da Agência Brasil
Em Boa Vista

O Conselho Indígena de Roraima (CIR) espera reunir cerca de 3.000 índios na Vila Surumu, no interior da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR), para acompanhar o julgamento da constitucionalidade da demarcação contínua da área, que será retomado hoje (18) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

"Também vamos fazer mobilizações em Boa Vista e na frente do STF, em Brasília. É um momento histórico e esperamos que os ministros façam justiça aos povos indígenas, já que somos massacrados desde 1500", afirmou o coordenador do CIR,, Dionito José de Souza.

O líder indígena está confiante na manutenção do entendimento já manifestado por oito ministros do STF em dezembro pela legalidade da demarcação. "E queremos que a retirada dos arrozeiros seja feita em até 30 dias após a decisão", adiantou.

De acordo com o CIR, a manifestação indígena receberá apoio de movimentos sociais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e os conselhos indigenistas missionários.

Entre os arrozeiros, o líder da resistência à saída dos produtores da área, Paulo César Quartiero, vai acompanhar a sessão no plenário do STF, como fez nas duas etapas anteriores do julgamento.

Já o presidente da Associação dos Arrozeiros de Roraima, Nelson Itikawa, preferiu acompanhar em casa o provável desfecho do julgamento. "Dessa vez preferi não ir [a Brasília]. A gente fica lá ouvindo um monte de gente dizer um monte de bobagem sem poder se defender", afirmou.

O julgamento começa às 9h e deve ser retomado com a leitura do voto do ministro Marco Aurélio Mello, que pediu vista do processo em dezembro. Na ocasião, oito dos 11 ministros do tribunal votaram pela constitucionalidade da demarcação contínua da terra indígena. Além de Marco Aurélio, faltam votar os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes, presidente do STF.

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