No Rio, vigilante morre ao receber cheque sem fundo

Da Agência JB

O vigilante Jairo Lopes, de 44 anos, morreu no fim da tarde desta quarta-feira dentro de uma agência bancária do Bradesco, no bairro de Madureira (zona norte do Rio de Janeiro), quando foi checar o recebimento do salário de fevereiro e descobriu que havia recebido um cheque sem fundo. Jairo estava junto de outros 12 vigilantes também lesados, todos da empresa de vigilância União Forte, que presta serviços à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio. A empresa teria alegado estar há quatro meses sem receber da prefeitura.

Ao constatarem o atraso no salário, os 13 vigilantes foram à 29ª DP (Madureira) tentar registrar queixa contra a empresa. Segundo o Sindicato de Vigilantes, um inspetor teria se recusado a fazer o registro porque iria almoçar. Diante da insistência, o policial ligou para a empresa, que prometeu depositar o salário ainda nesta quarta-feira.

Os vigilantes voltaram então à agência Bradesco, na Rua Carolina Machado, 372, em Madureira, onde Jairo acabou tendo um enfarte fulminante. Ele foi levado para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes (zona norte), mas não resistiu.

Segundo o sindicato, a empresa União Forte estaria há quatro meses sem receber faturas da prefeitura, motivo pelo qual teriam atrasado os salários.

Procurada, a SMS afirma que pagou o referente a janeiro, mas não soube informar se há faturas pendentes do governo anterior. Já o pagamento de fevereiro, segundo a SMS, está em tramitação e tem prazo até 30 dias para ser concluído. Os 13 vigilantes trabalham nos hospitais Herculano Pinheiro, em Madureira, Salgado Filho, no Méier, e Maternidade Leila Diniz, também em Madureira.

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