Polícia Federal indicia Protógenes Queiroz por excessos na Satiagraha

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

UOL Notícias entrevista Protógenes nesta quinta; envie suas perguntas

  • Carol Guedes/Folha Imagem

    O UOL Notícias transmite ao vivo a partir das 10h30 desta quinta (19) entrevista exclusiva com o delegado da Operação Satiagraha


O corregedor de Polícia Federal Amaro Vieira, que investiga a atuação do delegado Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha, decidiu indiciá-lo pelos crimes de violação do sigilo funcional e da Lei de Interceptações, por supostos abusos no comando da operação, na qual foram presos o banqueiro Daniel Dantas, sócio-fundador do Banco Opportunity, o mega-investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, em julho de 2008.

Nesta terça (17), a Corregedoria da PF tomou o depoimento de Protógenes. A conclusão do inquérito deve sair em breve, mas a assessoria da PF não quis apontar uma data.

O inquérito foi aberto para investigar se Protógenes permitiu, durante a Satiagraha, o monitoramento clandestino de políticos e autoridades e uso irregular de servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Você acredita nas suspeitas contra Protógenes?



Afastado no ano passado por supostos excessos na operação, a atuação de Protógenes voltou a ser questionada após publicação de reportagem pela revista "Veja", do dia 7 de março, que o acusa de ter espionado autoridades ilegalmente.

Convocado mais uma vez a prestar depoimento à CPI dos Grampos, o delegado nega as acusações, e promete revelar tudo o que sabe à Câmara dos Deputados no próximo dia 1º de abril.

No último domingo (15), durante seminário em São Paulo, Protógenes chamou Daniel Dantas de "banqueiro bandido" e reafirmou a legalidade de suas ações frente à PF.

Protógenes disse ainda que uma inversão de valores está ocorrendo no país. "Os grandes poderosos estão tentando criar confusão. Investigadores passaram a ser investigados. Temos que rever esse estado de coisas e garantir punição daqueles que saquearam o nosso país e não julgar servidor público que cumpriu o seu dever. Hoje o povo sabe o que é certo e o que é errado", afirmou.

Entenda a Satiagraha
As investigações tiveram início quatro anos antes das prisões dos acusados como desdobramento do caso do mensalão, a partir de documentos enviados à Procuradoria da República de São Paulo pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Com base nelas, um processo foi aberto na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, de onde partiram as ordens de prisão do juiz Fausto Martin De Sanctis.

Segundo a PF, havia duas organizações, uma comandada por Dantas e outra, ligada à lavagem de dinheiro, por Naji Nahas, que teriam cometido crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha.

A suposta ligação de Dantas e Nahas foi descoberta após a investigação baseada no banqueiro, que, por meio do Opportunity, era o gestor da Brasil Telecom, dona da Telemig e da Amazonia Telecom -estas seriam as principais fontes de recursos do mensalão. A PF chegou à conclusão após quebra de sigilo do computador central do banco.

Com informações da Agência Brasil

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