Suspeitos de pedofilia em Catanduva alegam inocência à CPI

Vinicius Konchinski
Da Agência Brasil
Em Catanduva (SP)

Todos os seis suspeitos ouvidos na quinta-feira (19) em audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia em Catanduva (SP) negaram ter participado do susposto esquema de abusos sexuais a crianças existente na cidade. Eles disseram aos senadores que são inocentes.

Os dois primeiros suspeitos ouvidos afirmaram que são vítimas de uma confusão causada por uma foto publicada em um site de relacionamento. Em depoimentos curtos, disseram confiar na comprovação de inocência. Minutos depois, os dois foram libertados conforme decisão da Justiça de Catanduva.

Depois, prestaram depoimento dois menores suspeitos de aliciar crianças. Encapuzados para evitar a identificação, eles foram questionados com firmeza pelos senadores, mas continuaram alegando inocência. Disseram também que não conhecem nenhum outro suspeito e que só sabem quem são algumas vítimas porque estudam na mesma escola que elas. "Não conheço nenhum pedófilo. Nunca tive contato com nenhum deles", afirmou o primeiro menor.

Os dois jovens, porém, seguem sob custódia judicial. Ambos permanecem internados em uma unidade da Fundação Casa de São Paulo.

Em seguida, foram tomados os depoimentos mais tensos da audiência. O suspeito com o maior número de denúncias contra ele falou por cerca de duas horas e negou todas as acusações. Negou-se também a responder outras perguntas feitas pelos senadores. "Vou responder isso em juízo", afirmou várias vezes.

O presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), chegou a oferecer o benefício da delação premiada ao suspeito, porém ele disse desconhecer o suposto esquema de pedofilia em Catanduva e não colaborou com a investigação, tendo voltado à prisão.

O desconhecimento também foi alegado pelo último depoente. Em outro momento nervoso, o sobrinho do principal suspeito do caso disse ter sido citado pelas mães das vítimas devido a briga entre vizinhos na qual se envolveu.

Uma hora e quinze minutos depois, os senadores encerram a audiência, afirmando que o suspeito não estava colaborando com as respostas. Ele voltou à prisão.

Os outros dois suspeitos convocados para depor não compareceram. Eles estavam foragidos até quarta-feira (18), quando o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo derrubou o pedido de prisão temporária dos dois. Mesmo liberados, nenhum depôs.

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