Dona da Daslu é presa em enfermaria de penitenciária em SP

Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Eliana Tranchesi, dona da butique de luxo Daslu, está presa na enfermaria da Penitenciária Feminina da Capital, no Carandiru (zona norte de São Paulo), em razão de seu estado de saúde, informa a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do Estado. "A presa permanece em regime de observação", diz em nota.

Dona da Daslu é condenada a 94 anos e meio de reclusão

  • Ana Ottoni/Folha Imagem - 22.set.2006

    Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi, 53, foi presa nesta quinta-feira (26) acusada de crimes como formação de quadrilha, descaminho (importação fraudulenta de produto lícito) e falsidade ideológica



A defesa da dona da Daslu afirma que sua cliente está em tratamento quimioterápico devido a um câncer de pulmão. A empresária foi condenada nesta quinta (26) a 94 anos e e seis meses de prisão por crimes como formação de quadrilha, descaminho (importação fraudulenta de produto lícito) e falsidade ideológica. Tranchesi aguarda decisão sobre habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, que pode sair ainda nesta sexta.

O que você achou da condenação?



A sentença que condenou Tranchesi é da juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos (Grande SP), que entendeu que a butique Daslu e importadores ligados à empresa faziam parte de uma "organização criminosa".

A condenação, em cerca de 500 páginas, é em primeira instância, e cabe recurso. No total, sete pessoas foram condenadas à prisão pela Justiça Federal envolvidas com irregularidades na Daslu. O Ministério Público Federal denunciou os acusados por subfaturamento de produtos importados que eram vendidos na loja, com o objetivo de pagar menos impostos.

A Polícia Federal classifica como foragidos outros quatro condenados. Ontem, também foram presos Antonio Carlos Piva de Albuquerque, irmão de Eliana, ex-diretor financeiro da Daslu, e Celso de Lima, da importadora Multimport.

Antonio Carlos Piva de Albuquerque foi condenado a um total de 94 anos e seis meses de prisão. No Brasil, o réu pode cumprir no máximo 30 anos, de acordo com a legislação.

Em carta enviada à imprensa, Eliana Tranchesi afirma que sua vida foi "revirada" e alega que não é um "perigo para a sociedade", por isso, sua prisão não está justificada.

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