Incêndio em galpão de indústria química é controlado em Diadema; 12 vítimas foram socorridas

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Você está perto do incêndio em Diadema?

Atualizada às 11h55

Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão de uma indústria química em Diadema, no ABC paulista, na manhã desta sexta-feira (27). O imóvel fica na avenida Henrique De Leo, sem número, no Jardim Ruyce. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo foi controlado por volta das 9h40.

De acordo com a secretaria de Saúde do município, 12 vítimas foram socorridas no local, dez delas com intoxicação. Uma pessoa foi atendida com crise de convulsão e outra com politrauma. Duas vítimas foram atendidas no pronto-socorro da UBS Eldorado e as restantes foram levadas ao Hospital Municipal de Diadema. Oito ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e duas UTI móveis foram encaminhadas para o local.

De acordo com a Defesa Civil, ao menos 30 imóveis foram interditados.

O secretário de Assuntos Jurídicos da prefeitura, Airton Germano, calcula que 150 pessoas morem no entorno do depósito, uma área mista de residências e indústrias. Mas, segundo ele, ainda não é possível estimar quantas pessoas tiveram que ser transferidas da região. As pessoas estão sendo levadas para o ginásio do município.

Questionado sobre a regularidade do imóvel, o prefeito Mário Reali (PT) afirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan, que a indústria - Dial Química Distribuição - tem licença ambiental e alvará para funcionamento. No local, seriam manipulados produtos de limpeza.

Técnicos da prefeitura vão elaborar um laudo para verificar se o tipo e a quantidade de material são compatíveis com o que a empresa havia declarado na hora da regularização do imóvel. A empresa funciona no local desde maio de 2008.

Para o diretor do Sindicato dos Químicos do ABC, Rubens Oliveira do Nascimento, o local é um depósito "ao que tudo indica, clandestino, já que não tem registro no sindicato".

"Estamos tentando levantar mais informações para tranquilizar as famílias (dos trabalhadores). Se for de uma empresa nossa, vamos cobrar dela", disse Rubens. Uma funcionária do sindicato, que mora na região do incêndio, disse nunca ter visto pessoas entrando ou saindo do galpão.

"Todo mundo correu quando ouviu uma explosão muito grande", disse a dona de casa Rosa Maria dos Santos, 49, e que há 35 anos mora na região.

Cerca de 33 viaturas, envolvendo o Corpo de Bombeiros local, da região do ABC e de São Paulo foram para o local.

Imagens captadas pelo BandNews mostram uma série de explosões no local e uma grande nuvem de fumaça. Produtos químicos, que ainda não foram especificados, chegaram a escorrer pelas ruas próximas ao local e queimaram o asfalto. Várias casas próximas ao imóvel também foram atingidas pelo incêndio.

O helicóptero Águia, da Polícia Militar, também participa da operação, para ajudar no atendimento às vítimas. Um posto médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi montado para atender os moradores.

As causas do acidente ainda são desconhecidas. Os bombeiros isolaram a área, num raio de 1 km a partir do local, para facilitar o deslocamento das viaturas e evitar aproximação de populares.

Casas na região estão sendo evacuadas.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, as aulas na escola estadual Fabíola Lima Goyano, nas proximidades do incêndio, foram suspensas.

*Com informações da Folha Online e da Agência Brasil

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