Chuvas deixam centenas de desabrigados no Amazonas

Amanda Mota
Da Agência Brasil
Em Manaus

Levantamento realizado pela Defesa Civil do Amazonas revela que pelo menos 182 pessoas ficaram desabrigadas por causa das fortes chuvas e inundações ocorridas no Estado nos últimos meses. Aproximadamente 5,6 mil pessoas estão desalojadas, ou seja, tiveram que ser removidas de suas casas por questões de segurança. Os atingidos vivem nos municípios de Atalaia do Norte, Benjamin Constant e Tabatinga - os mais prejudicados pelas chuvas no período.

Segundo a Defesa Civil do Amazonas, até o fim do primeiro semestre de 2009, dos 62 municípios do Estado, 40 devem ser atingidos pelas cheias dos rios. A expectativa é que, seguindo média histórica, os municípios localizados nas proximidades dos rios Purus, Juruá e Amazonas estejam mais vulneráveis à ocorrência de chuvas.

O coordenador adjunto da Defesa Civil do Amazonas, Hermógenes Rabelo, ressaltou que as ações prioritárias para as próximas semanas estão sendo programadas com base nas informações coletadas pelas equipes de defesa que estiveram pessoalmente nos municípios mais atingidos.

Ele explicou que, tradicionalmente, as cheias começam a atingir o oeste do Estado, seguindo pelas áreas centrais e depois para o norte. Segundo Rabelo, ainda não há cálculos sobre os recursos que serão destinados para auxiliar as famílias prejudicadas por essa situação. De acordo com ele, o número de famílias atingidas pelas inundações no Amazonas vem aumentando nos últimos anos.

"Informações da própria Defesa Civil serão repassadas à secretaria de governo para que sejam tomadas as medidas necessárias. Vamos utilizar embarcações e aeronaves, se for o caso, para distribuir os mantimentos e medicamentos. A população ocupou áreas de risco e com isso a gente percebe que muito mais pessoas passaram a ser atingidas por essas
inundações em comparação a outras épocas", avaliou.

As fortes chuvas ocorridas nos últimos meses no Estado deixaram em situação de emergência sete municípios e o ramal Cachoeira da Morena, localizado próximo à hidrelétrica de Balbina no município de Presidente Figueiredo - a 107 km de Manaus.

A estimativa do governo estadual é que aproximadamente 12 mil famílias no interior do Amazonas tenham sido prejudicadas com a perda de plantações e com a saída de casas em áreas de risco.

Segundo informações do Serviço Geológico do Brasil, só em Manaus, foram registradas chuvas 35% e 20% acima da média, em janeiro e fevereiro, respectivamente.

O superintendente do instituto, Marco Antônio Oliveira, declarou que na região do rio Madeira, não há risco de inundações, mas na área do Solimões, onde ficam os municípios de Tabatinga e Benjamin Constant, por exemplo, o nível do rio continua subindo. "A cheia do Solimões é a que mais nos preocupa neste momento", disse Oliveira.

As chuvas acima da média no Amazonas estão sendo registradas desde outubro do ano passado, antecipando as previsões meteorológicas que informavam chuvas para a região em dezembro. Considerando-se os dados sobre as cheias obtidos pelo Serviço Geológico do Brasil desde 1903, o ano de 2009 pode registrar a segunda maior cheia dos últimos 100 anos no Estado.

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