Operação combate comércio ilegal de carvão em 17 cidades de Minas Gerais

Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte

A operação "SOS Cerrado" é deflagrada nesta terça-feira (31) com o objetivo de desarticular grupos acusados de comercializar carvão ilegalmente para siderúrgicas de Minas Gerais.

Participam da ação, em 17 cidades mineiras, 22 promotores do Ministério Público, 50 auditores fiscais e 180 policiais militares. Os detalhes da operação não foram divulgados porque a investigação corre sob segredo de justiça.

Foram expedidos pela Justiça Estadual 51 mandados de busca e apreensão com sequestro de bens e 16 mandados de prisão, que são cumpridos nas cidades mineiras de Montes Claros, Várzea da Palma, Lassance, João Pinheiro, Pirapora, Buritis, São Francisco, Taiobeiras, Francisco Sá, Rio Pardo de Minas, Januária, Bocaiuva, Unaí, Lagamar, Buritizeiro, Monte Carmelo e Barbacena. A investigação teve início há quatro anos, segundo o Ministério Público.

As buscas acontecem em indústrias de ferro-gusa (matéria-prima do aço), residências de sócios, intermediários e agenciadores de carvão. A investigação também recai sobre servidores públicos que estariam envolvidos nas organizações suspeitas.

Segundo investigação do órgão, os suspeitos usavam notas fiscais frias para acobertar a origem ilegal do carvão vegetal, geralmente extraído de forma irregular de mata nativa, e sonegavam impostos. Na avaliação do Ministério Público, em torno de R$ 23 milhões foram sonegados. O prejuízo calculado seria somente dado pelas organizações investigadas na operação.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2007, metade da produção brasileira de carvão saiu de Minas Gerais.

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