Para procurador, Polícia Federal deve concluir inquéritos da Satiagraha em até 40 dias

Elaine Patricia Cruz
Da Agência Brasil

Os dois inquéritos da Polícia Federal da Operação Satiagraha, que investigam supostos crimes financeiros e de lavagem de dinheiro cometidos pelos grupos formados pelo banqueiro Daniel Dantas e pelo megainvestidor Naji Nahas, devem ser finalizados em até 40 dias. A previsão foi feita hoje (03) pelo procurador da República Rodrigo de Grandis.

Um dos inquéritos, segundo ele, investiga especificamente o grupo Opportunity. O segundo envolve o grupo formado pelo megainvestidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e alguns doleiros.

"Não é um prazo definitivo. Existem ainda diligências faltantes nesses inquéritos: ouvir algumas pessoas, analisar alguns documentos", afirmou ele, ressaltando que o próprio banqueiro Daniel Dantas seria uma das pessoas ainda a ser ouvida no inquérito.

Nessa semana, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos decidiu manter o bloqueio de US$ 500 milhões pertencentes ao banqueiro Daniel Dantas e ao banco Opportunity, pedido feito pela Polícia Federal no decorrer da Operação Satiagraha.

De acordo com o procurador, a manutenção do bloqueio dos bens do banqueiro demonstra que, "pela análise das provas brasileiras, as autoridades norte-americanas entenderam que existem indícios razoáveis de uma origem delituosa, de prática de crime".

A importância desse bloqueio, segundo Rodrigo de Grandis, é porque impede "o fluxo financeiro e de valores de um grupo criminoso" e evita que "se perca o paradeiro dele [do dinheiro], o que poderia também prejudicar as investigações".

O bloqueio da Justiça norte-americana será prolongado até maio. "Até lá, o Ministério Público Federal e demais autoridades envolvidas na investigação vão travar contatos com as autoridades norte-americanas e, se houver a necessidade de se colocar novos elementos para a manutenção desses bloqueios, isso será disponibilizado", afirmou o procurador.

Grandis esquivou-se de dizer se já haveria novos elementos para se pedir a prorrogação desse bloqueio, mas ressaltou que alguns dados levantados nesses dois inquéritos da Polícia Federal poderão trazer novos elementos para isso.

O advogado Antonio Sérgio de Moraes Pitombo, que defende o grupo Opportunity, disse que não tem conhecimento sobre essa decisão da Justiça norte-americana e que não comenta questões de cooperação internacional, que são confidenciais.

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