Trabalhadores de bares e restaurantes apoiam lei antifumo, diz sindicalista

Silvana Salles
Do UOL Notícias
Em São Paulo

LEI ANTIFUMO É APROVADA

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou nesta terça-feira (7) um projeto de lei de autoria do governador José Serra que proíbe o consumo de cigarros em lugares fechados. O lei tem 90 dias para ser regulamentada.

Após duas reuniões com lideranças de sindicatos paulistas, os funcionários de restaurantes e bares acabaram se posicionando a favor da lei antifumo aprovada nesta terça-feira pela Assembleia Legislativa paulista. Esta é a avaliação de Francisco Calasans Lacerda, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Hotéis, Bares e Restaurantes da Grande São Paulo (Sinthoresp).

Segundo Calasans, o projeto foi bastante debatido entre sindicatos da categoria. A polêmica se a lei gerará desemprego ou não teve até exemplos que mostram que a proibição ao fumo em lugares fechados pode inclusive melhorar as condições de trabalho dos funcionários do setor.

Locais de proibição total do fumo

Boates
Restaurantes
Lanchonetes
Praças de alimentação
Hotéis e pousadas
Shopping centers
Instituições de saúde
Escolas
Táxis
Ambiente de trabalho
Área comum de condomìnios
Bares


"Alguns colegas disseram que muitas vezes um restaurante deixa de receber mais clientes porque as pessoas ficam esperando lugar na área não-fumante", enquanto a área para fumantes está vazia, explicou o sindicalista.

"Também ouvimos um caso de um grupo de pessoas que tomavam cerveja em um bar, e nenhum deles fumava. De repente, chegou um casal de fumantes e o grupo foi embora", contou o presidente do sindicato.

Calasans disse também que já houve casos de garçons que trabalhavam apenas no setor de fumantes de restaurantes que pediram para os empregadores a adoção de rodízio, pois se sentiam prejudicados atendendo somente aos clientes que fumavam.

O sindicalista lembra que diversos bares na região do Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo, já se anteciparam à proibição e houve melhora no movimento.

Apesar das manifestações a favor da lei antifumo, o Sinthoresp ainda não tem posição oficial sobre o tema. Será feita uma pesquisa com os trabalhadores da categoria e, caso seja constatada queda no movimento ou aumento de demissões, a entidade deverá se colocar contra a lei estadual e exigir garantias de adicional de insalubridade para que os garçons trabalhem em locais fechados que permitam o consumo de cigarros e similares.

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