Enchentes na Região Norte já deixam 25 mil pessoas desabrigadas e desalojadas

Lisiane Wandscheer
Da Agência Brasil
Em Brasília

As enchentes que atingiram a Região Norte nos últimos dias já fizeram cerca de 25 mil vítimas no Amazonas entre desabrigados e desalojados (pessoas que ficam temporariamente fora de suas residências em casas de familiares ou amigos). Os dados foram informados hoje (14) pelo diretor de Reabilitação e Reconstrução da Secretaria Nacional da Defesa Civil, José Fernandes.

Rio Negro deverá ter maior cheia desde 1953

O fenômeno climático La Niña (que resfria as águas do oceano Pacífico e altera a circulação dos ventos na América do Sul) será o responsável nos próximos meses pela maior cheia do rio Negro, no Estado do Amazonas, desde 1953, segundo o Serviço Geológico do Brasil

Segundo Fernandes, o Pará é o estado com o maior número de vítimas, 1.330 estão fora de suas casas, em seguida vem Rondônia, com 523, e o Acre, com 600. Ele informou ainda que os desabrigados e desalojados já estão recebendo ajuda como cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza.

"Infelizmente a estruturação física e pessoal das coordenadorias regionais, estaduais e da própria secretaria nacional não permite o atendimento nos padrões preconizados pela ONU (Organização das Nações Unidas) na sua estratégia internacional de redução de desastres", afirmou Fernandes.

O diretor do Instituto Nacional Meteorologia (INMET), Antônio Divino Moura, confirmou a previsão de chuvas abundantes para os próximos 15 dias e destacou a necessidade de uma ação articulada entre os várias órgãos.

"Precisamos ter um trabalho mais articulado entre quem prevê o tempo e o clima e as ações da Defesa Civil nacional, estadual e municipal.", disse.

As ações para enfrentar as enchentes na Amazônia foram debatidas hoje na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.

No Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou hoje que, em parceria com Ministério da Integração Nacional, enviará às áreas de enchentes kits com soro, medicamentos, luvas, seringas, curativos e filtros para a água.

De acordo com o ministro, após as enchentes o acesso à agua é o principal problema. A ingestão de água contaminadas pode causar doenças intestinais.

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