No segundo dia de greve, ferroviários não cumprem determinação do TRT, diz Supervia

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Atualizada às 11h56

A Supervia, concessionária que administra os trens do Rio, divulgou nota afirmando que, no horário do pico matutino, das 6h às 9h, não foi cumprido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona da Central do Brasil o porcentual mínimo de 60% do efetivo de maquinistas determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio na tarde de ontem.

Os ferroviários entram no segundo dia de greve nesta terça-feira (14). De acordo com Pedro Oliveira, secretário geral do sindicato, a adesão chega a 60% da categoria.

Grupo de discussão

Você foi prejudicado com a greve dos ferroviários no Rio de Janeiro?

Segundo Oliveira, para cumprir a determinação do TRT, é necessário que a Supervia divulgue uma tabela com os horários, para "garantir que todos os ramais sejam atendidos". A Supervia afirma que já apresentou todos os documentos exigidos pela Justiça para que se cumpram as cotas de funcionamento.

De acordo com a nota divulgada pela empresa, o não cumprimento da liminar pune o sindicato com uma multa diária de R$ 50 mil. Fora dos horários de pico, o percentual a ser mantido pelo sindicato é de 40%.

A empresa continua com uma operação especial em todos os ramais, com um aumento do tempo de intervalo entre as composições, nos cinco ramais administrados pela concessionária.

Melhores condições de trabalho
Nesta terça-feira, os trabalhadores do setor decidiram ir até a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para levar as reivindicações da categoria aos deputados.

Em assembleia, categoria decide que greve continua

Ferroviários reivindicam melhores condições para trabalhar e transportar os passageiros. Além disso, alegam falta de segurança, com manutenção precária dos trens no Rio de Janeiro

A categoria reivindica melhores condições para trabalhar e transportar os passageiros. Os ferroviários alegam falta de segurança e manutenção precária dos trens. As reivindicações serão discutidas em reunião marcada para às 14h, na Supervia.

O presidente do Sindicato dos Ferroviários, Valmir Índio Lemos, disse que a adesão à greve aumentou e, além de reivindicarem maior segurança, os trabalhadores também querem que a empresa cancele as demissões de nove maquinistas realizadas na última semana.

De acordo com Oliveira, essas demissões foram fruto de perseguição política e, por isso, houve a decisão pela greve por tempo indeterminado. Segundo o sindicalista, antes das demissões, a ideia era fazer apenas uma paralisação de 24h por melhores condições de trabalho.

No fim da tarde, os ferroviários farão uma assembleia para definir o rumo da greve após as negociações.

*Com informações das agências "JB" e "Estado"

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos