Prefeitura de Manaus lança plano de emergência contra a cheia

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Emergência no Amazonas

  • Antônio Lima/A Crítica/AE

    Prefeitura de Manaus (AM) constrói passarelas no bairro da Glória, prevendo a subida do nível das águas por conta das chuvas

A Prefeitura de Manaus anunciou, nesta segunda-feira (20), um plano emergencial para enfrentar a cheia do rio Negro, que neste ano, deve superar a marca de 29,69 metros, registrada em 1953. O governo do Estado decretou situação de emergência, há uma semana, por conta da cheia. O plano, orçado em R$ 3,3 milhões, prevê a construção de pontes, passarelas e a remoção de 400 famílias para abrigos caso o nível do rio continue a subir. Hoje, seu nível está em 28,39 metros, 26 centímetros a mais que o registrado na mesma data em 1953.

De acordo com od dados da Secretaria Municipal de Defesa Civil de Manaus, 220 casas já foram cadastradas por estarem em áreas de risco. Elas se concentram nos bairros da zona sul da cidade, banhada pelo rio Negro. Segundo a secretaria, a maioria das casas é de madeira e já foi afetada pela elevação do nível do rio.

A prefeitura ainda estuda os locais que servirão de abrigos para as famílias que podem ficar desabrigadas caso o nível do Negro continue subindo. Igrejas, escolas públicas e casas paroquiais estão nos planos da Defesa Civil municipal.

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No interior do Estado, alguns municípios já começaram a receber alimentos enviados pelo governo federal. De acordo com o secretário de Estado de governo, José Melo, Tabatinga e Barreirinha já receberam cestas básicas. O governo do Estado, no entanto, não tem dados sobre o número de desabrigados ou desalojados.

Em Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus), as águas do rio Amazonas invadiram ruas da periferia da cidade. Em Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros de Manaus), a concessionária Manaus Energia e a prefeitura municipal fizeram a distribuição de cestas básicas a famílias que moram às margens do rio Uatumã, próximo à barragem da usina hidrelétrica de Balbina, área que também sofre com as cheias.

José Melo diz que o governo do Estado está se preparando para o pior cenário possível. "As estimativas nos levam a acreditar que esta será a pior cheia dos últimos cem anos. Esperamos que isso não se concretize, mas estamos trabalhando com esse cenário", disse o secretário.


Veja abaixo os municípios que foram atingidos pela cheia do rio Amazonas


Sete mil famílias de sete municípios do interior já foram cadastradas para receber uma 'bolsa' de R$ 300 oferecida pelo governo do Estado às vítimas da enchente. A estimativa é de que 20 mil famílias recebam o benefício até junho.

Melo disse que, nos próximos 15 dias, o governo fará uma nova avaliação dos efeitos da cheia para saber se haverá aumento no número de famílias aptas a receber a ajuda de R$ 300. "Nós estamos com um orçamento de R$ 6 milhões para esse benefício. Se a situação piorar, vamos ter que rever esse valor", disse o secretário.

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