Não há nenhuma restrição para carne de porco, afirma Anvisa

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

Atualizada às 19h47

Você acha que as autoridades vão conseguir controlar o vírus da gripe suína?

O diretor de Portos e Aeroportos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), José Agenor Álvares, afirmou nesta segunda-feira (27) que ainda não há alertas restritivos por parte da OMS (Organização Mundial da Saúde) para carne de porco ou para qualquer outro alimento.

Consequentemente, explicou ele, também não há restrições no Brasil.

"A OMS ainda não fez nenhum alerta restritivo para nada. Nem contra alimentação nem para viagem. Até agora, nada. Hoje, a OMS está fazendo uma reunião do comitê de especialistas. Se houver alguma alteração, nós vamos comunicar. E, de acordo com a alteração, a gente atua também no sentido de tomar outras medidas. Qualquer alerta restritivo, só depois de um alerta feito pela OMS", disse.

Com relação aos alimentos, o diretor da Anvisa informou que, em uma reunião ministerial realizada na tarde de hoje, o representante do Ministério da Agricultura trouxe dados da Organização Internacional de Saúde Animal que descartam a presença da doença em animais. "A Organização Internacional de Saúde Animal informou que não tem nenhum caso no mundo notificado, nenhum problema com nenhum tipo de animal que possa afetar a sanidade do rebanho."


O diretor da Anvisa disse ainda que está sendo realizado um monitoramento dos voos provenientes da América do Norte, desde a última sexta-feira, quando a informação sobre a existência de casos de gripe suína no México chegou ao Brasil. O controle é feito por meio da Declaração de Bagagem Acompanhada que é preenchida pelos passageiros, com informações sanitárias e de bens trazidos do exterior. E, se algum passageiro apresentar sintomas da gripe, o caso terá tratamento específico.

"Se tiver caso suspeito, quem vai determinar o desembarque é a Anvisa, somente depois da avaliação da Anvisa e do médico da Infraero que for fazer a triagem", explicou Álvares, acrescentando que a orientação é para que as declarações sejam preenchidas da forma mais completa possível.

"Estamos orientando para que (a declaração) seja rigorosamente preenchida. E que a empresa aérea armazene (as declarações) de tal forma que, a qualquer momento que a Anvisa precisar, ela vai lá e pega. E tem ali todos os passageiros, com endereço, para monitorar todos os que forem necessários."

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