DF tem três casos suspeitos; movimento é tranquilo no aeroporto

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

O Distrito Federal confirmou no final desta segunda-feira (4) três casos suspeitos de gripe suína e um quarto caso em monitoramento. Dos casos suspeitos, apenas um bebê de 1 ano e 7 meses está internado desde domingo. Dois homens - um de 18 anos, internado no domingo, e outro de 46 anos, internado no sábado - já receberam alta e, segundo a Secretaria de Saúde do DF, estão fazendo uma "quarentena voluntária". Eles ficarão dez dias em casa, sem manter contato com outras pessoas, usando máscara cirúrgica.

  • Alex Cruz/EFE

    Médicos do Hospital Naval atendem pacientes com suspeitas de contaminação com gripe suína, nesta segunda-feira, no México. País diz que gripe suína é tão
    letal quanto gripe tradicional

No aeroporto internacional, o movimento foi tranquilo no início da noite desta segunda. Poucas pessoas circulavam usando máscaras. O único voo internacional a aterrissar no aeroporto presidente Juscelino Kubitschek, no início da noite, veio de Buenos Aires, país onde não há casos confirmados de gripe suína, assim como o Brasil.

O argentino Jorge Arcuri chegou ao país usando máscara com filtro. "Não sei se faz efeito, mas estou usando por precaução". Ele afirma que em seu país de origem, o alarme contra a doença é maior. "Voo direto do México não chega até lá. E no aeroporto de Buenos Aires, todo mundo está de máscara. Aqui tem menos alarme".

A brasileira Adriana Castro, que chegou ao Brasil no mesmo voo internacional, teve a mesma impressão no país vizinho. "O brasileiro não mudou o comportamento. Na Argentina, o pessoal que estava trabalhando e grande parte dos passageiros estava de máscara".

O médico Jadir Rodrigues Alves improvisou uma máscara no desembarque, usando o folheto com informações sobre a gripe, em protesto contra o clima de alarmismo. "Fiz isso como uma sátira, porque acho que ninguém precisa fazer nada agora, tem que tocar a vida. Tem que prevenir quando existe um caso real".

Médico do Hospital de Base de Brasília, ele conta que o movimento aumentou depois das notícias sobre o aumento no número de casos da gripe suína pelo mundo. "Tem muita gente procurando o hospital por causa de qualquer espirro", critica.

João Helder Lima viajou com a mulher e o filho de 2 anos de Manaus para a capital federal. A família afirmou ter viajado sem receios por conta do ambiente fechado do avião, apesar de considerar uma situação diferente caso o destino fosse outro. "Muita gente tem evitado pegar voos com escala em São Paulo ou Rio de Janeiro, que recebem muitos voos internacionais. Se a gente precisasse ir para algum desses lugares, talvez preferisse adiar a viagem".

No posto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que fica no aeroporto, os funcionários disseram que o movimento maior em busca de informações é dos profissionais que trabalham no local. Os folhetos distribuídos aos passageiros já estão em uma nova versão, que chama a gripe não mais de suína, mas de Influenza A(H1N1), seguindo a mudança feita pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

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