Em meio às chuvas, prefeito de Salvador sente dores no peito e passa a noite no hospital

Heliana Frazão
Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

Em meio às chuvas que já provocaram seis mortes em Salvador, o prefeito da capital baiana, João Henrique Carneiro (PMDB), foi internado sentindo dores no peito e com pressão alta na noite de quarta-feira (6) no Hospital Aliança.

Depois de ser submetido a exames clínicos, foi recomendado ao prefeito que permanecesse no hospital. Nesta manhã, ele recebeu alta e deve voltar ao trabalho nesta tarde. Ele não deve acompanhar o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, seu padrinho político, num sobrevoo de helicóptero sobre a cidade e sobre outros municípios da Região Metropolitana em situação de emergência.

Jovem morre soterrado

  • Romildo de Jesus/AE

    Bombeiros localizaram ontem o corpo de Rodrigo Cassiano da Silva, 20, uma das três vítimas de desabamento ocorrido nesta terça (5) em consequência das chuvas no bairro de Pirajá, em Salvador



Esta é a segunda internação de João Henrique em menos de um mês. No dia 13 de abril, ele deu entrada na emergência do mesmo hospital com problemas intestinais e pressão alta. O ministro Geddel Vieira Lima, que está desde a tarde de quarta-feira na capital baiana, comprometeu-se a ampliar o auxílio-aluguel destinado às famílias desabrigadas de R$ 100 para R$ 300 por três meses, prorrogáveis por mais três.

Seis mortes nas enchentes
Nesta quinta pela manhã, a chuva forte trouxe de volta o temor de novos desabamentos, aumentando o drama vivido pelos moradores em áreas de risco. Já são seis as vítimas fatais desde a última quinzena de abril, quando começaram as chuvas. Somente na terça-feira (5), morreram cinco pessoas. Uma criança permanece desaparecida.

Nesta manhã, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo de Milton Ramos dos Santos, 39, nas imediações do parque São Cristovão. Ele não estava entre as vítimas contabilizadas até então como consequência da chuva. De acordo com informações de parentes e vizinhos, ele teria entrado na terça-feira (5) em um rio que atravessa o parque, no momento da chuva, para nadar e acabou arrastado pela água.

Além de Milton, morreram na terça os amigos Walter Antônio Moura Júnior, 22, Leandro Vinícius Rocha da Silva, 20, Rodrigo Cassiano da Silva, 20, vítimas de soterramento, e Fernanda Bispo dos Santos, 28. Permanecem as buscas pela filha dela, Beatriz, 6. Mãe e filha caíram em buraco e foram tragadas pela água. No dia 22 de abril, morreu um bebê de um mês de vida.


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Com a volta da intensidade das chuvas, famílias moradoras em área de risco ficam em estado de alerta total, como no caso da Vale do Ogunjá, onde a população se recusa a deixar as suas casas, já condenadas pela Defesa Civil. Eles temem que os pertences sejam saqueados.

O secretário Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão, Antonio Brito, prometeu reforçar a segurança nesses locais com a Guarda Municipal, mas afirma que a prioridade é evitar novas mortes.

Nos municípios de Salvador, Simões Filho e Lauro de Freitas (RMS) passam de 500 as famílias desabrigadas. Além dessas cidades estão em situação de emergências os municípios de Mascote, Camacan, Vera Cruz e Guaratinga.

Até a metade da manhã já eram 180 os registros de ocorrências na capital, 126 delas sobre deslizamentos de terra. Nessa primeira semana de maio já choveu 208,0 mm/metro cúbico, mais da metade do esperado para todo o mês, que são 349,5 mm/metro cúbico.

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