Não há motivo para pânico, diz governador de São Paulo

Rosanne D'Agostino
Do UOL Notícias
Em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (7) que não há motivo para pânico em razão da confirmação de dois casos de gripe suína no Estado. "Não é uma gripe letal. Ela provoca vítimas, mas não em uma incidência alta. Ela vai ser combatida como grave, mas não há motivo para pânico", afirmou Serra.

"Não há motivo para pânico", diz Serra

  • "Não é uma gripe letal. Ela vai ser combatida como grave, mas não há motivo para pânico", diz Serra

  • Secretário de Saúde descarta transmissão em SP



Segundo o governador, o importante agora é que as pessoas que acreditem possuir os sintomas da gripe procurem um médico para evitar espalhar a doença. "Os dois pacientes de São Paulo já estão curados. Os comunicantes [pessoas que tiveram contato próximo com os infectados] foram procurados e examinados e a gripe foi descartada."

Luiz Roberto Barradas Barata, secretário de Estado da Saúde, afirmou que não divulgará o nome dos pacientes infectados para preservá-los. "Acredito que novos casos vão surgir, e o sistema está em alerta para tratar esses pacientes e monitorar os comunicantes", explicou o secretário.

Barradas disse ainda que não há nenhuma possibilidade de que esses dois pacientes possam transmitir a doença. "Já descartamos cerca de 40 casos [no Estado]. Acredito pouco que o vírus esteja circulando", afirmou. "As pessoas têm que ter prudência, não pânico."

Casos curados
Em nota, a Secretaria de Saúde de São Paulo afirmou hoje que dois pacientes confirmados nesta quinta-feira (7) no Estado como infectados pelo vírus da nova gripe H1N1 estão curados.

Segundo a secretaria, um deles é um homem de 24 anos que esteve na Cidade do México entre os dias 17 e 22 de abril e apresentou sintomas dois dias após sua chegada. O paciente ficou internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas por dez dias, sob supervisão e monitoramento, e está curado.

O outro paciente também é homem, de 48 anos, esteve em Miami e Orlando entre os dias 19 e 28 de abril. Apresentou os primeiros sintomas em 29 de abril e foi atendido no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, medicado e mantido sob monitoramento. O paciente também se curou, segundo a secretaria.

A secretaria informou ainda que há em São Paulo outros oito pacientes sob suspeita, cujos resultados dos exames devem ser conhecidos em alguns dias, e outros sete em monitoramento. Cerca de 150 leitos de isolamento estão distribuídos nos HCs de São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas e Instituto Emílio Ribas caso haja novos casos da doença.

Também foram estabelecidas oito unidades que irão funcionar como referência para o atendimento de possíveis suspeitas. Os locais ficarão de prontidão para identificar qualquer caso, comunicar o fato imediatamente ao Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria e colher materiais para exames.

Das oito unidades, três ficam na capital: Hospital das Clínicas de São Paulo, Instituto Emílio Ribas e Hospital São Paulo. No litoral a unidade de referência é o Hospital Estadual Guilherme Álvaro, em Santos. Já no interior há o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Hospital das Clínicas de Campinas, Hospital Estadual de Bauru e Hospital de Base de São José do Rio Preto. Os exames são realizados no Instituto Adolfo Lutz, órgão da Secretaria.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos