Rio cria grupo para evitar disseminação do vírus da nova gripe

Do UOL Notícias
No Rio de Janeiro

Atualizado às 12h

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Os governos do Estado e do município do Rio de Janeiro anunciaram na manhã desta sexta-feira (8) a criação de um grupo multidisciplinar para combater a disseminação da nova gripe A (H1N1), conhecida como gripe suína.

A equipe é composta por 50 pessoas, em sua maioria técnicos, e ficará encarregada de ações civis e comunitárias, prestar assistência clínica, vigilância epidemiológica, biossegurança, assistência laboratorial, além de comandar o centro de informações estratégicas de vigilância e saúde.

Para o secretário municipal de saúde do Rio, Hans Dohmann, o grupo "surgiu da necessidade de gerenciar informações e definir protocolos relacionados aos casos da doença para atuar no planejamento de ações de forma preventiva".

As autoridades confirmaram que já está em operação no aeroporto internacional do Galeão a unidade para acolhimento de passageiros de voos oriundos de países com casos do Influenza A.

O espaço conta com área de recepção e acolhimento com cem assentos, local para entrevista de passageiros suspeitos, cinco quartos de observação, além de uma área com 24 assentos, onde pacientes menos graves podem aguardar até serem transferidos para um hospital de referência para o tratamento da gripe suína. O espaço funcionará 24 horas por dia e englobara profissionais das esferas federal, estadual e municipal.

O Rio de Janeiro tem cerca de cem leitos distribuídos em quatro centros de referência para a internação de pacientes com suspeita de contaminação pelo vírus: Instituto de Pesquisa Clinica Evandro Chagas (Ipec/Fiocruz), Instituto Estadual de Infectologia, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e o Hospital Universitário Pedro Ernesto.

Para que seja pleno o funcionamento da estrutura montada para conter o vírus da influenza A, no entanto, é importante que a pessoa que enfrenta os sintomas da doença procure o sistema de saúde ou informe as autoridades na chegada aos aeroportos.

"Temos o aviso no aeroporto, pedindo que as pessoas se apresentem em casos de [ter] sintomas [da gripe suína]. Mas a pessoa pode não levantar a mão. Se eu estou doente do coração e não vou ao cardiologista, eu não estou cuidando da minha saúde", disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o Brasil segue rigorosamente o protocolo no atendimento a casos suspeitos do vírus H1N1, mas reconheceu que o acompanhamento de todas as ocorrências depende da população.

"Se o paciente não informa e vai para casa, o que podemos fazer? É uma questão onde a responsabilidade pessoal é muito grande", disse Temporão.

Gripe chega ao Brasil
O ministro José Gomes Temporão confirmou, em entrevista coletiva na noite de quinta-feira (7), os quatro casos de gripe suína (H1N1) no Brasil.

As quatro vítimas são brasileiras, e as contaminações foram confirmadas por três laboratórios. Duas vítimas são de São Paulo, uma do Rio de Janeiro e outra de Minas Gerais. Os quatro são adultos e apresentam quadro clínico estável.

O paciente do Rio de Janeiro ficará internado num centro de isolamento, onde ninguém terá contato com ele, exceto os médicos, pelo prazo máximo de 10 dias, que é o período de duração do ciclo do vírus. Ele está internado no Hospital Universitario Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

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