Policiais civis param por 72 horas na Bahia

Heliana Frazão
Especial para o UOL Noticias
Em Salvador

Ainda contabilizando os prejuízos de uma semana de chuva, a população baiana inicia a semana sob a paralisação por 72 horas das atividades da Polícia Civil. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc), Carlos Lima, toda a categoria, estimada em mais de 6.000 servidores, está mobilizada, exceto os delegados. Segundo ele, apenas 30% do efetivo é mantido, como determina a legislação.

O movimento iniciado nesta segunda-feira (11), conforme Lima, é o primeiro de vários outros que serão desencadeados até o dia 20 de junho, quando a categoria deverá cruzar os braços por tempo indeterminado. Eles reivindicam melhores condições de trabalho, o fim das carceragens nas delegacias e melhorias salariais.

Em dezembro do ano passado, os policiais civis pararam por 11 dias exigindo do governo a aprovação da Lei Orgânica, o que aconteceu em janeiro durante a convocação extraordinária da Assembleia Legislativa do Estado.

"Só conseguimos algum benefício na base da pressão. A polícia baiana está sucateada. Não dá mais para aguentar. Precisamos de armamentos mais modernos, munição e viaturas e tudo o mais. Temos direito a qualidade de vida e salários dignos, além de condições adequadas para atender à população", diz Lima.

Os policiais querem 100% de reajuste salarial. O governo ofereceu 30% para o triênio 2009-2011. Conforme Carlos Lima, o salário-base do policial civil hoje na Bahia é R$ 1.600. "Isso não é salário digno para policial", reclama.

As próximas paralisações estão marcadas para entre os dias 20 e 22 de maio, 27 e 29 do mesmo mês e 8 e 10 de junho. "No dia 20 de junho, realizaremos uma assembleia geral para avaliação do protesto. Se não houver negociação, vamos às últimas consequências", diz o sindicalista.

Além de faixas fixadas pela cidade, o Sindipoc colocou nas ruas carros de som comunicação a população sobre os motivos da paralisação. Segundo os agentes, das ações pertinentes à corporação estão mantidas apenas a custódia de presos e o levantamento cadavérico. Realização de exames periciais, registro de ocorrências, investigações entre outras atividades, estão suspensas.

O presidente do sindicato também informou que a central de telecomunicações não registrará ocorrências, "a não ser nos casos de prisões em flagrante e remoção de cadáver em via pública ou residencial". Além disso, as viaturas não sairão em diligência, e os presos terão os horários de visita e banho de sol suspensos. A Secretaria de Segurança Publica ainda não se manifestou.

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