Ministro da Saúde diz que ação contra dengue funcionou, apesar do aumento de casos em parte dos Estados

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília

O ministro José Gomes Temporão (Saúde) participou nesta terça-feira de audiência pública no Senado para falar sobre a gripe suína, que já tem oito casos confirmados no país. Ao final, falando para a imprensa, aproveitou para ressaltar a queda nos casos de dengue. Disse que o número de óbitos nos primeiros meses do ano passado havia chegado a 330, enquanto este ano está em 57.

Dengue: Temporão diz que trabalho de prevenção funcionou

No entanto, o ministro foi questionado sobre o aumento verificado em alguns Estados (em 8 das 27 unidades da federação houve crescimento no total de casos). "Os casos de dengue aumentam quando o trabalho de combate ao vetor não é feito da forma adequada", respondeu. "Se você não combate o mosquito, as cidades não são limpas, o trabalho dos agentes comunitários não é feito, a oferta de água não é ampliada; se a população não é informada e não é educada, aumenta."

Temporão também falou dos casos de febre amarela registrados no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Segundo o ministro, um grupo de estudos formado por especialistas em saúde pública, vetores e mudanças climáticas está em busca das causas para o surgimento localizado da doença.

"O grupo de especialistas trabalha para saber o que aconteceu com o padrão do vírus [da febre amarela], que foi muito diferente em uma determinada região de São Paulo e no Rio Grande do Sul. O grupo está estudando se houve ação do homem, pelo desmatamento, ou se tem a ver com mudança climática. Está procurando uma resposta para que o ministério possa estar bem orientado em relação à necessidade ou não de uma mudança na estratégia de enfrentamento da doença", afirmou.

Recursos para a saúde
Na audiência no Senado, o ministro voltou a defender a aprovação da emenda 29, que destina um percentual mínimo de investimento público em saúde. A proposta está em tramitação no Congresso.

"É evidente que o Brasil gasta pouco em saúde. Quando a gente compara a Inglaterra, onde 85% do gasto total é público, e o Brasil, onde só 35% do gasto total é público, é evidente que temos um problema", disse.

O ministro usou a estratégia de combate à nova gripe no país como exemplo da importância de se destinar mais dinheiro para sua pasta. "Isso que nós estamos vivendo agora com essa doença mostra como é importante ter uma política de saúde pública e instituições de saúde pública de qualidade para enfrentar situações como essa. Sem recursos, é difícil."

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