Justiça nega recurso e mantém anulada absolvição de fazendeiro por morte de Dorothy

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A 1ª Câmara Criminal Isolada do Tribunal de Justiça do Pará negou recurso do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, contra a decisão que anulou sua absolvição no Tribunal do Júri pela morte da missionária Dorothy Stang, assassinada a tiros em uma estrada vicinal de Anapu (PA) em 2005.
  • 12.mai.2005 - Reuters

    No Brasil desde 1966, a missionária americana trabalhava com lideranças rurais, políticas e religiosas em busca de soluções para os conflitos relacionados à posse e exploração de terras na região Amazônica



O fazendeiro, que havia sido condenado a 30 anos de prisão, foi absolvido no segundo julgamento. No dia 7 de abril, a Câmara resolveu anular a absolvição e determinar um novo júri, em razão de um vídeo considerado como prova ilegal nos autos, no qual outro acusado pelo assassinato, Amair Feijoli da Cunha, o Tato, o inocenta.

A defesa alegou que houve obscuridade e omissão na decisão dos desembargadores, argumentou que a Câmara deixou de analisar fatos, provas e argumentos importantes e que a absolvição de Bida não ocorreu apenas porque Amair Feijoli o inocentou em um DVD.

"Não se pode aceitar que, o inconformismo do embargante com relação à decisão unânime da 1ª Câmara Criminal Isolada, sirva de motivo para rediscutir matéria exaustivamente analisada no acórdão", afirmou a desembargadora relatora, Vânia Silveira, que foi seguida por unanimidade.

Você acha que o fazendeiro deveria continuar preso?



A relatora também defendeu uma nova prisão de Bida, que fora determinada pela Câmara, mas disse que deve ser respeitada a decisão liminar do ministro Arnaldo Esteves Lima, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que concedeu habeas corpus ao fazendeiro no último dia 22 de abril. Bida ficou duas semanas preso.

Outro acusado de ser mandante, Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, aguarda julgamento em liberdade desde fevereiro deste ano, por decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região. Ele é o único acusado que ainda não foi julgado no caso. Seu processo foi desaforado (transferido) para Belém, e ele deve ir a júri ainda este ano.

A missionária de 73 anos foi morta com seis tiros, perto de Anapu, oeste do Pará, em 12 de fevereiro de 2005. Naturalizada brasileira, ela morava havia mais de 20 anos na região, onde ganhou desafetos por ajudar agricultores ameaçados por fazendeiros e madeireiros ilegais.

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